São Paulo, quinta-feira, 28 de outubro de 2010(Folha de São Paulo)
Como disse uma amiga: "Não sou nem de esquerda nem de direita. Sou da cintura pra baixo". UEBA!
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! O Polvo Paul morreu. Agora só sobrou um molusco famoso no mundo! Rarará! E polvo quando morre não vai pro céu nem pro inferno. Na Alemanha, serviram com chucrute. Chucrute e brócolis!
E a mais nova paranoia da eleição: o povo viajar no feriadão e não votar. Os tucanos estão desesperados. E com toda razão: só tem tucano em cidade que não tem mar: São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba! Rarará! Previsão do tempo: petistas dizem que vai fazer sol, tucanos dizem que vai chover. Eu acho que vai nevar. Vai nevar no Brasil. E petista não viaja, é? Não. Porque não tem Bolsa Viagem. Ainda! Rarará!
E eu sei como fazer pros tucanos não viajarem. 1) Cercar Higienópolis. 2) Boca-livre no Clube Pinheiros por quatro dias. Feriadão da boca-livre no Clube Pinheiros! 3) Urna no pedágio. Vão botar urna no pedágio, o URNÁGIO! "Aperte Serra e Passe Livre!" Se apertar Dilma, a cancela abaixa e amassa a capota do carro. Toca sirene! Rarará!
E é engraçada essa divisão que fizeram na cabeça do brasileiro: petista é pobre e tucano é rico. Se passar uma Mercedes com adesivo da Dilma, gritam: "Ladrão!". Pros tucanos, rico que vota na Dilma só pode ser ladrão. E, se passar um fusca caindo aos pedaços com o adesivo do Serra, gritam: "Otário!". Pros petistas, pobre que vota no Serra só pode ser otário!
É o que acontece comigo. Se falo do Serra, petista! Se falo da Dilma, tucano! Que saco! E como disse uma amiga minha: "Não sou nem de esquerda nem de direita. Sou da cintura pra baixo". UEBA!
PIAUÍ URGENTE! Olha essa bombástica do Piauí: "Wilson Martins do PSB quase atingido por manga em Teresina". Atiraram uma manga no candidato! Chupada? Bolinha de papel virou MANGA! Manga dói, viu? Já levei uma manga na cabeça lá na Bahia e quase desmaiei.
Agora tem que chamar o perito Molina. Pra saber se era manga espada ou manga rosa. E ele vai dizer que foi "um evento cão chupando manga". Rarará! Adorei essa manga do Piauí! Sensacional!
E o candidato tava fazendo uma caminhada por Teresina com Marcelinho Carioca e Romário! E por que o Marcelinho não cabeceou a manga? Num guenta mais. E o Romário? Deu um créu na manga!
A situação tá ficando psicodélica. Ainda bem que nóis sofre, mas nóis goza. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Momento Humorístico: Feriadão! Urna no pedágio! (José Simão)
Cientistas americanos testam gel contraceptivo
São Paulo, quinta-feira, 28 de outubro de 2010(Folha de São paulo)
Quem não tolera pílula pode ganhar opção
Cientistas americanos estão testando um gel anticoncepcional. Aplicado na pele uma vez ao dia, pode se tornar uma alternativa de contraceptivo de fácil aplicação.
Testes iniciais sugerem que ele é bem tolerado. O gel tem progesterona sintética e estrogênio.
"Ele é uma promessa e é viável", diz Denise Coimbra, do grupo de reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo. Hoje já existem hormônios em gel usados na terapia de reposição hormonal.
No entanto, o produto só foi testado em 18 mulheres, que foram seguidas por sete meses. "Esse número é pequeno e o tempo de acompanhamento também", ressalva Coimbra.
ACASO
Testes iniciais sugerem que ele é bem tolerado. O gel tem progesterona sintética e estrogênio.
"Ele é uma promessa e é viável", diz Denise Coimbra, do grupo de reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo. Hoje já existem hormônios em gel usados na terapia de reposição hormonal.
No entanto, o produto só foi testado em 18 mulheres, que foram seguidas por sete meses. "Esse número é pequeno e o tempo de acompanhamento também", ressalva Coimbra.
ACASO
Considera-se que um casal tem dificuldades para engravidar só um ano depois do início das tentativas. "Portanto, o fato de as mulheres não terem engravidado em sete meses pode ser um resultado ao acaso."
Se os testes comprovarem sua eficácia, o gel pode ser uma boa saída para mulheres que não toleram os efeitos colaterais da pílula oral ou que não gostam das alternativas, como as injeções, o anel vaginal ou os adesivos.
O produto foi apresentado pela indústria Antares Pharma durante a conferência da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Denver, nos Estados Unidos.
GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Português: "A Dilma" e "o Serra'
São Paulo, quinta-feira, 28 de outubro de 2010(Folha de São Paulo)
Na linguagem informal, o emprego do artigo antes de nome próprio de pessoa varia de região para região
NA ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA, como de costume, fui à Rádio e TV Cultura, para gravar os meus programas. Na rádio, pouco antes de começar o trabalho, presenciei a edição dos boletins da campanha presidencial, que chegam com alguns "offs", os quais anunciam a duração, o número de veiculações etc. E constatei que o locutor que dá as instruções se referia a Dilma Rousseff com o artigo "a" ("Boletim da Dilma" ou coisa que o valha).
No programa radiofônico e no televisivo de Dilma, ela é "a Dilma", e Serra é "o Serra"; nos de Serra, muitas vezes ele também é "o Serra", e Dilma também é "a Dilma". Obviamente, isso se estende a passagens como "os projetos da Dilma/do Serra", "votar na Dilma/no Serra" etc.
Imagino que o prezado leitor já tenha notado que não empreguei o artigo definido antes dos nomes dos candidatos. Eu não usei, mas, a começar pelos "offs" da versão bruta dos boletins, passando pelos programas dos dois candidatos, o artigo vem a tiracolo, grudado nos nomes. E que diferença faz isso? Será que tanto faz? Ou será que depende? Ou nem depende nem tanto faz?
No Brasil, na linguagem oral, informal, o emprego do artigo antes de antropônimo ("nome próprio de pessoa") varia de região para região. No Nordeste, por exemplo, não há artigo. Lá, as pessoas vão votar "em Dilma" ou "em Serra" (ou em nenhum dos dois). É bom que se diga que lá a ausência do artigo não depende da relação que o falante tem com o/a "dono/a" do antropônimo. O nome próprio vem sempre sem o artigo definido, tanto na linguagem informal quanto na formal. No Nordeste, o carro é "de Paulo", "de Sílvia" etc. E o governo é "de Dilma", é "de Serra", seja no bate-papo, seja num escrito técnico, formal.
No Estado de São Paulo (e em vários outros da federação), a coisa muda. Na oralidade, nome de gente vem com o artigo (o carro é "do Paulo", "da Sílvia"; o governo é "da Dilma", "do Serra"). A presença do artigo parece dar à conversa uma conotação familiar, de intimidade. Na linguagem formal, sobretudo na escrita, o artigo desaparece. Se o caro leitor vasculhar todas as páginas desta Folha, não deverá encontrar nada parecido com "a/na/ pela Dilma", "o/no/pelo Serra". Bem, eu ia esquecendo a página do grande e inexorabilíssimo Zé Simão, em que, por motivos mais do que óbvios, os nomes dos dois candidatos sempre vêm precedidos do artigo definido.
Como se vê, as campanhas dos dois candidatos adotam o padrão do Sul/Sudeste do emprego do artigo antes de antropônimos. Como sou paulista, cada vez que ouço (na campanha) Dilma e Serra dizerem "o Serra" e "a Dilma" fico com a impressão de que ambos me são íntimos. E chego a achar que, por sermos íntimos, os dois e eu partilhamos problemas, angústias, desejos... Mas, quando vejo que ambos se põem a discutir religiosidade, aborto, casamento homossexual, ouço o barulhinho da ficha a cair: não temos nada em comum.
A opinião do presidente da República sobre esses temas me interessa tanto quanto a dos autoproclamados deuses da hiperultramegapós-modernidade linguística sobre... Sobre qualquer coisa.
Quando é que o Brasil vai aprender que se elege o/a presidente e não o imperador ou a imperatriz? Quando é que o Brasil vai entender o nome de cada poder da Nação? Quando é que o Brasil vai aprender, por exemplo, que a união homossexual é assunto do Legislativo e não do Executivo? Quando? Como diz Caetano Veloso em sua genial "Língua", "nomes de nomes...". Que tal aprender o porquê e o significado dos nomes, em qualquer esfera do conhecimento? Que tal? É isso.
PASQUALE CIPRO NETO
Na linguagem informal, o emprego do artigo antes de nome próprio de pessoa varia de região para região
NA ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA, como de costume, fui à Rádio e TV Cultura, para gravar os meus programas. Na rádio, pouco antes de começar o trabalho, presenciei a edição dos boletins da campanha presidencial, que chegam com alguns "offs", os quais anunciam a duração, o número de veiculações etc. E constatei que o locutor que dá as instruções se referia a Dilma Rousseff com o artigo "a" ("Boletim da Dilma" ou coisa que o valha).
No programa radiofônico e no televisivo de Dilma, ela é "a Dilma", e Serra é "o Serra"; nos de Serra, muitas vezes ele também é "o Serra", e Dilma também é "a Dilma". Obviamente, isso se estende a passagens como "os projetos da Dilma/do Serra", "votar na Dilma/no Serra" etc.
Imagino que o prezado leitor já tenha notado que não empreguei o artigo definido antes dos nomes dos candidatos. Eu não usei, mas, a começar pelos "offs" da versão bruta dos boletins, passando pelos programas dos dois candidatos, o artigo vem a tiracolo, grudado nos nomes. E que diferença faz isso? Será que tanto faz? Ou será que depende? Ou nem depende nem tanto faz?
No Brasil, na linguagem oral, informal, o emprego do artigo antes de antropônimo ("nome próprio de pessoa") varia de região para região. No Nordeste, por exemplo, não há artigo. Lá, as pessoas vão votar "em Dilma" ou "em Serra" (ou em nenhum dos dois). É bom que se diga que lá a ausência do artigo não depende da relação que o falante tem com o/a "dono/a" do antropônimo. O nome próprio vem sempre sem o artigo definido, tanto na linguagem informal quanto na formal. No Nordeste, o carro é "de Paulo", "de Sílvia" etc. E o governo é "de Dilma", é "de Serra", seja no bate-papo, seja num escrito técnico, formal.
No Estado de São Paulo (e em vários outros da federação), a coisa muda. Na oralidade, nome de gente vem com o artigo (o carro é "do Paulo", "da Sílvia"; o governo é "da Dilma", "do Serra"). A presença do artigo parece dar à conversa uma conotação familiar, de intimidade. Na linguagem formal, sobretudo na escrita, o artigo desaparece. Se o caro leitor vasculhar todas as páginas desta Folha, não deverá encontrar nada parecido com "a/na/ pela Dilma", "o/no/pelo Serra". Bem, eu ia esquecendo a página do grande e inexorabilíssimo Zé Simão, em que, por motivos mais do que óbvios, os nomes dos dois candidatos sempre vêm precedidos do artigo definido.
Como se vê, as campanhas dos dois candidatos adotam o padrão do Sul/Sudeste do emprego do artigo antes de antropônimos. Como sou paulista, cada vez que ouço (na campanha) Dilma e Serra dizerem "o Serra" e "a Dilma" fico com a impressão de que ambos me são íntimos. E chego a achar que, por sermos íntimos, os dois e eu partilhamos problemas, angústias, desejos... Mas, quando vejo que ambos se põem a discutir religiosidade, aborto, casamento homossexual, ouço o barulhinho da ficha a cair: não temos nada em comum.
A opinião do presidente da República sobre esses temas me interessa tanto quanto a dos autoproclamados deuses da hiperultramegapós-modernidade linguística sobre... Sobre qualquer coisa.
Quando é que o Brasil vai aprender que se elege o/a presidente e não o imperador ou a imperatriz? Quando é que o Brasil vai entender o nome de cada poder da Nação? Quando é que o Brasil vai aprender, por exemplo, que a união homossexual é assunto do Legislativo e não do Executivo? Quando? Como diz Caetano Veloso em sua genial "Língua", "nomes de nomes...". Que tal aprender o porquê e o significado dos nomes, em qualquer esfera do conhecimento? Que tal? É isso.
PASQUALE CIPRO NETO
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Matemática: Progressão aritmética e geométrica
Costuma cair muito em vestibulares.. fique atento (Pablo Marinho)
1) Progressão aritmética
Definição
Progressão aritmética é uma sequência de números reais cuja diferença entre um termo e seu antecedente, a partir do segundo, é uma constante.
Propriedades
2) Progressão geométrica
Definição
Progressão geométrica é uma sequência de números reais não nulos cujo quociente entre um termo e seu antecedente, a partir do segundo, é uma constante.
Propriedades
Carlos Alberto Campagner*
1) Progressão aritmética
Progressão aritmética é uma sequência de números reais cuja diferença entre um termo e seu antecedente, a partir do segundo, é uma constante.
2) Progressão geométrica
Progressão geométrica é uma sequência de números reais não nulos cujo quociente entre um termo e seu antecedente, a partir do segundo, é uma constante.
ENEM 2010:Reta final: a dez dias do Enem, leitura de noticiário pode ajudar estudantes
Obs: Clique nos nomes em vermelho e saiba mais...
Faltam dez dias para o Enem 2010 (Exame Nacional do Ensino Médio) e muitas dúvidas ainda podem estar na cabeça dos candidatos. Como é a prova? Qual a melhor estratégia para resolver os testes? O que ainda dá tempo de fazer antes da data? O UOL Educação conversou com coordenadores de cursinhos pré-vestibular de São Paulo e traz algumas orientações importantes.
Não deixe de conferir também a lista de perguntas e respostas preparada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem).
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| O crescimento econômico da China é candidato a tema; veja outros Como é a provaA principal característica das provas do Enem é o foco na interpretação de dados e resolução de problemas. As questões exigem leitura de textos e compreensão de mapas, gráficos e tabelas. A interdisciplinaridade aparece em questões que abrangem conhecimentos, ao mesmo tempo de matemática e física, ou biologia e geografia, por exemplo. O grau de complexidade dos testes é baixo, na opinião dos coordenadores consultados. Portanto, é preciso balancear o domínio dos conteúdos programáticos com a atenção ao enunciado das perguntas e sua compreensão. “A sistemática de elaboração das questões do Enem é diferente da observada nos vestibulares, mas tem que conhecer matemática, física, química, biologia, geografia, história e língua portuguesa”, afirma o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento. Nos próximos dez diasNascimento orienta que os estudantes mantenham o ritmo de estudos nos próximos dias. “É importante dar atenção para as matérias em que cada aluno tem mais dificuldade e fazer uma revisão geral”. “Os candidatos que já estão estudando para os grandes vestibulares automaticamente estão se preparando para o Enem”, afirma Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo, considerando que a prova abrange os mesmos conteúdos programáticos exigidos na maioria dos processos seletivos, relativos ao ensino médio. |
Física: Reflexão total Ângulos-limite, miragens e fibra óptica
No artigo sobre refração da luz, vimos que esse fenômeno consiste na passagem da luz de um meio transparente para outro meio transparente diferente. Durante esse fenômeno, nem toda luz que incide na superfície separadora desses meios sofre essa passagem. Parte dela é refletida, como se vê no esquema abaixo.
Na natureza, existem casos em que, dependendo do ângulo de incidência e do meio pelo qual a luz está vindo, não ocorre a refração, mas somente a reflexão. Esse fenômeno é conhecido como reflexão total.
Para entender como isso ocorre, primeiramente estudaremos o conceito de ângulo limite.
Considere dois meios transparentes A e B, que possuem respectivos índices de refração nA e nB, sendo que o índice de refração do meio B é maior que o índice de refração do meio A. Considere também um raio de luz que incide na superfície separadora dos dois meios vindo pelo meio A.
Para melhor exemplificar, imagine como meios o ar e a água, e a luz vindo pelo ar. Ao incidir na superfície que separa os dois meios o raio irá sofrer um desvio, ficando mais próximo da reta normal. Isso ocorre porque o raio de luz está penetrando em um meio de maior índice de refração.
Se aproximarmos o raio incidente da superfície que separa os dois meios, veremos que este raio chegará a essa superfície antes que o raio refratado faça o mesmo. Quando o raio incidente está rasante à superfície de separação, o ângulo de incidência valerá 90º e o ângulo de refração será o maior possível, sendo definido como o ângulo limite de refração.
Considere os mesmos dois meios do item anterior, sob a mesma condição, só que agora o raio de luz não virá mais pelo meio A, mas pelo meio B e incidirá sobre a superfície que separa os dois meios. Dessa vez, o raio refratado sofrerá um desvio afastando-se da normal, pois agora ele penetra em um meio de menor índice de refração.
Novamente aproximando o raio incidente da superfície separadora dos dois meios, veremos que, nesse caso, quem chegará a ser rasante na superfície separadora vai ser o raio refratado. Desse modo teremos um limite para o ângulo de incidência para que ocorra o fenômeno da refração. Esse ângulo é definido como o ângulo limite de refração.
Observando a figura 5, o que ocorreria se aproximarmos o raio incidente mais ainda da superfície separadora? A resposta é que não ocorreria mais a refração, e todo o raio incidente seria refletido na superfície separadora.
Esse fenômeno é conhecido como reflexão total e, para que ele ocorra, são necessárias duas condições:
O raio incidente deve estar no meio de maior índice de refração.
O ângulo de incidência deve ser maior que o ângulo limite de incidência.
O ângulo limite de incidência ou de refração são os mesmos para o mesmo par de meios e, portanto são determinados pela mesma relação matemática que vem da Lei de Snell.
Observe a figura 3. Nela, o ângulo de incidência vale noventa graus e o ângulo de refração é igual ao ângulo limite. Aplicando a Lei de Snell, que foi apresentada no artigo sobre a refração da luz, teremos a fórmula para o cálculo do ângulo limite.
Onde o "n menor" é o índice de refração de menor valor e o "n maior" é o índice de refração de maior valor. No nosso caso seriam os índices dos meios A e B respectivamente.
É comum quando viajamos em estradas longas e retas termos a impressão de que a superfície do asfalto está molhada. Esse fenômeno é conhecido como miragem e é uma conseqüência da reflexão total da luz. Vamos entender como isso ocorre.
Devido à incidência dos raios solares, o asfalto fica muito quente e, conseqüentemente, teremos uma camada de ar quente próxima a superfície da estrada. Acima dessa camada teremos uma outra camada de ar não tão quente, e o resultado disso serão duas camadas de ar com índices de refrações diferentes.
A luz que vem do céu incide na camada quente vindo pela camada mais fria e de maior índice de refração. Dependendo do ângulo de visão do observador, essa luz reflete na superfície separadora das duas camadas. Desse modo, o observador acaba vendo uma imagem refletida do céu na superfície do asfalto, que lhe dará a nítida impressão de que ele está molhado.
Outra aplicação importante da reflexão total são as fibras ópticas. Essas fibras são feitas de vidro ou plástico e possuem paredes extremamente lisas.
Ao penetrar na fibra, a luz sofre reflexão nas paredes laterais diversas vezes, e com isso ela é transportada a longas distâncias. Por esse motivo, a fibra óptica é um condutor de luz. Essa tecnologia é amplamente utilizada na medicina e nas telecomunicações.
| Figura 1 |
Na natureza, existem casos em que, dependendo do ângulo de incidência e do meio pelo qual a luz está vindo, não ocorre a refração, mas somente a reflexão. Esse fenômeno é conhecido como reflexão total.
Para entender como isso ocorre, primeiramente estudaremos o conceito de ângulo limite.
Ângulo limite de refração
Para melhor exemplificar, imagine como meios o ar e a água, e a luz vindo pelo ar. Ao incidir na superfície que separa os dois meios o raio irá sofrer um desvio, ficando mais próximo da reta normal. Isso ocorre porque o raio de luz está penetrando em um meio de maior índice de refração.
| Figura 2 |
Se aproximarmos o raio incidente da superfície que separa os dois meios, veremos que este raio chegará a essa superfície antes que o raio refratado faça o mesmo. Quando o raio incidente está rasante à superfície de separação, o ângulo de incidência valerá 90º e o ângulo de refração será o maior possível, sendo definido como o ângulo limite de refração.
| Figura 3 |
Ângulo limite de incidência
| Figura 4 |
Novamente aproximando o raio incidente da superfície separadora dos dois meios, veremos que, nesse caso, quem chegará a ser rasante na superfície separadora vai ser o raio refratado. Desse modo teremos um limite para o ângulo de incidência para que ocorra o fenômeno da refração. Esse ângulo é definido como o ângulo limite de refração.
| Figura 5 |
O fenômeno da reflexão total
| Figura 6 |
Esse fenômeno é conhecido como reflexão total e, para que ele ocorra, são necessárias duas condições:
O cálculo do ângulo limite
Observe a figura 3. Nela, o ângulo de incidência vale noventa graus e o ângulo de refração é igual ao ângulo limite. Aplicando a Lei de Snell, que foi apresentada no artigo sobre a refração da luz, teremos a fórmula para o cálculo do ângulo limite.
| Figura 7 |
Onde o "n menor" é o índice de refração de menor valor e o "n maior" é o índice de refração de maior valor. No nosso caso seriam os índices dos meios A e B respectivamente.
A miragem
Devido à incidência dos raios solares, o asfalto fica muito quente e, conseqüentemente, teremos uma camada de ar quente próxima a superfície da estrada. Acima dessa camada teremos uma outra camada de ar não tão quente, e o resultado disso serão duas camadas de ar com índices de refrações diferentes.
A luz que vem do céu incide na camada quente vindo pela camada mais fria e de maior índice de refração. Dependendo do ângulo de visão do observador, essa luz reflete na superfície separadora das duas camadas. Desse modo, o observador acaba vendo uma imagem refletida do céu na superfície do asfalto, que lhe dará a nítida impressão de que ele está molhado.
| Figura 8 |
Fibra óptica
Ao penetrar na fibra, a luz sofre reflexão nas paredes laterais diversas vezes, e com isso ela é transportada a longas distâncias. Por esse motivo, a fibra óptica é um condutor de luz. Essa tecnologia é amplamente utilizada na medicina e nas telecomunicações.
| Figura 9 |
Redação em Foco : Dez Dicas Rápidas para Fazer uma Boa Redação
1) Na dissertação, não escreva períodos muito longos nem muitos curtos.
2) Na dissertação, não use expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que mostram dúvidas em seus argumentos.
3) Uma redação “brilhante” mas que fuja totalmente ao tema proposto será anulada.
4) É importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta.
5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-se evitar a utilização da primeira pessoa do singular.
6) Na narração, uma boa caracterização de personagens não pode levar em consideração apenas aspectos físicos. Elas têm de ser pensadas como representações de pessoas, e por isso sua caracterização é bem mais complexa, devendo levar em conta também aspectos psicológicos de tipos humanos.
7) O texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal; a carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem a argumentação deverá estar orientada.
8 ) O que se solicita dos alunos é muito mais uma reflexão sobre um determinado tema, apresentada sob forma escrita, do que uma simples redação vista como um episódio circunstancial de escrita.
9) A letra de forma deve ser evitada, pois dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. Uma boa grafia e limpeza são fundamentais.
10) Na narração, há a necessidade de caracterizar e desenvolver os seguintes elementos: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.
Biologia: Genética - os precursores As idéias de Mendel e Darwin
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| Ervilha da variedade Pisum sativum utilizada por Mendel em seus experimentos |
O trabalho de Mendel durou cerca de 8 anos. Durante esse tempo, ele polinizou as plantas com cuidado, separou as sementes, para plantá-las separadamente, e analisou as gerações sucessivas. Os precursores da ciência que hoje conhecemos pelo nome de genética possuíam recursos científicos e tecnológicos muito simples.
Os experimentos de Mendel
Em um de seus experimentos, Mendel cruzou duas plantas de linhagem pura, uma com sementes amarelas e outra com sementes verdes. O monge verificou, então, que todos os descendentes eram idênticos a um dos genitores. No caso, o traço fenotípico de um dos genitores não se expressava: todos os descendentes da primeira geração possuíam sementes amarelas. Mendel chamou de dominante a característica que aparecia na geração F1 e derecessiva a característica que não se expressava.
Mas Mendel cruzou os indivíduos da geração F1 entre si e obteve plantas, na geração F2, com a característica dominante (sementes amarelas) e com a característica recessiva (sementes verdes), na proporção de 3:1. Ou seja, 75% das plantas da geração F2 tinham sementes amarelas e 25% tinham sementes verdes. Com esses resultados, Mendel concluiu que a característica recessiva não desaparecia na primeira geração, mas apenas ficava escondida.
De acordo com Mendel, as características hereditárias são condicionadas por pares de fatores hereditários. Hoje em dia, tais fatores são conhecidos comogenes. As plantas puras são portadoras de apenas um tipo de fator (VV ou vv). As plantas híbridas são portadoras de um fator dominante e de um recessivo (Vv).
Leis de Mendel
Ao estudar a herança de duas ou mais características combinadas (como, por exemplo, a cor e a forma das sementes), Mendel formulou a segunda lei ou lei da segregação independente dos fatores, que diz: os alelos de dois ou mais genes de um indivíduo segregam-se independentemente, combinando-se ao acaso nos gametas.
O trabalho de Mendel ficou caído no esquecimento até o ano de 1900, quando foi redescoberto e confirmado por três diferentes cientistas - um holandês, um alemão e um austríaco -, que trabalhavam independentemente, com plantas diferentes. Eles descobriram os trabalhos de Mendel ao revisarem a literatura, antes de publicarem seus próprios resultados. Cada um dos pesquisadores anunciou as descobertas desse monge e ajudou a expandir os conhecimentos sobre as leis de Mendel.
Darwin e a hereditariedade
Em uma carta escrita, em 1866, a seu amigo Alfred Wallace, também naturalista, Darwin afirma: "Eu não acho que você entenda o que eu quero dizer pela falta de mistura de certas variedades. Isto não se refere à fertilidade; um exemplo irá explicar. Eu cruzei duas variedades de ervilhas de cheiro que são muito diferentes com relação à cor, e obtive, até mesmo da mesma vagem, as mesmas variedades perfeitas, mas nenhum intermediário. Algo deste tipo, eu devo pensar, deve ocorrer pelo menos com suas borboletas e as três formas deLythrum; embora estes casos sejam aparentemente tão maravilhosos, eu não sei se eles são mais como qualquer fêmea no mundo produzindo descendentes machos e fêmeas distintos".
A carta é uma das provas do interesse de Darwin pela questão da hereditariedade. Em A origem das espécies, ele já havia concluído que as espécies evoluem por um processo de seleção natural - ou, como disse seu amigo Wallace, pela sobrevivência dos mais adaptados em um dado ambiente.
Apesar de seus estudos sobre hereditariedade, Darwin não conseguiu explicar de que maneira agia a seleção natural. Mas, com o passar do tempo, o crescente entendimento sobre a genética e a recuperação das leis de Mendel explicaram como a seleção natural podia trabalhar e ajudaram a dar suporte à teoria de Darwin.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Física: Óptica geométrica [As leis e os tipos de reflexão luminosa]
A reflexão da luz é um dos fenômenos ópticos mais importantes do nosso cotidiano: graças a ela conseguimos enxergar tudo o que nos rodeia.
O mecanismo que descreve esse fenômeno é bem simples. Uma fonte de luz emite raios luminosos que incidem nos objetos que estão a sua volta. Após incidirem nos objetos, esses raios voltam ao meio de onde vieram e assim chegam aos nossos olhos.
Dependendo do objeto, a luz que é refletida chega com maior ou menor intensidade, pois ela pode ser mais ou menos absorvida. Os objetos de superfície clara apresentam uma maior reflexão da luz, enquanto os de superfície escura têm maior absorção.
Considere um raio de luz que se propaga em um meio físico. Quando esse raio incidir na superfície que o separa de um meio diferente, diremos que sofreu uma reflexão se ele voltar ao meio de origem. Observe a figura abaixo.
Sabendo o que é o fenômeno da reflexão, vamos enunciar suas leis. A primeira delas é:
É uma lei clara e de fácil compreensão: se um raio incide em um plano geométrico, após a sua reflexão, ele deverá obrigatoriamente estar no mesmo plano geométrico.
A segunda lei da reflexão está enunciada no quadro abaixo:
Para entendê-la, vamos explicar o que são os ângulos de incidência e osângulos de reflexão. No ponto em que a luz incidir na superfície de separação dos dois meios, devemos levantar uma reta. Essa reta é chamada de reta normal, e o ângulo que faz com a superfícies é de 90 graus. Feita a sua construção, surgirão dois ângulos. Um ângulo entre o raio incidente e a reta normal, conhecido como ângulo de incidência, e outro entre a reta normal e o raio refletido, conhecido como ângulo de reflexão.
A segunda lei diz que esses ângulos são sempre iguais. A figura abaixo deixará essa explicação mais clara.
Onde i e r são respectivamente os ângulos de incidência e reflexão.
A difusão luminosa ocorre quando a luz incide sobre uma superfície rugosa, como ocorre com a maioria dos objetos que nos cercam. Ao incidir sobre esses objetos, a luz volta ao meio de origem difundindo-se, ou seja, ela se espalha. Uma conseqüência importantíssima dessa reflexão é o fato de que, graças a ela, é possível enxergar os objetos, as pessoas, enfim, o mundo a nossa volta.
Na figura acima vemos uma representação da reflexão difusa. O que pode vir a nossa mente é que ela viola a segunda lei da reflexão. Mas isso não é verdade: como a superfície é irregular, os raios de luz incidem em pontos de diferente geometria da superfície de separação. Com isso, cada raio de luz terá um ângulo de incidência diferente, com o seu ângulo de reflexão correspondente.
Existem algumas superfícies que não refletem e nem difundem a luz totalmente. Pelo contrário, elas absorvem a maior parte da luz. É o que se chama de absorção luminosa. Essas superfícies têm como característica a cor escura, sendo as de cor preta as que apresentam a maior taxa de absorção.
Também é importante assinalar que as superfícies que mais facilmente absoverm a luz são as que a melhor transformam energia luminosa em energia térmica. É por isso que se aconselha o uso de roupas claras nos dias quentes, já que as de cor escura esquentarão bem mais.
O mecanismo que descreve esse fenômeno é bem simples. Uma fonte de luz emite raios luminosos que incidem nos objetos que estão a sua volta. Após incidirem nos objetos, esses raios voltam ao meio de onde vieram e assim chegam aos nossos olhos.
Dependendo do objeto, a luz que é refletida chega com maior ou menor intensidade, pois ela pode ser mais ou menos absorvida. Os objetos de superfície clara apresentam uma maior reflexão da luz, enquanto os de superfície escura têm maior absorção.
As leis da reflexão
A reflexão, assim como muitos outros fenômenos físicos, obedece a duas leis. Antes de enunciá-las, é necessário que entendamos o fenômeno da reflexão luminosa.Considere um raio de luz que se propaga em um meio físico. Quando esse raio incidir na superfície que o separa de um meio diferente, diremos que sofreu uma reflexão se ele voltar ao meio de origem. Observe a figura abaixo.
Sabendo o que é o fenômeno da reflexão, vamos enunciar suas leis. A primeira delas é:
É uma lei clara e de fácil compreensão: se um raio incide em um plano geométrico, após a sua reflexão, ele deverá obrigatoriamente estar no mesmo plano geométrico.
A segunda lei da reflexão está enunciada no quadro abaixo:
Para entendê-la, vamos explicar o que são os ângulos de incidência e osângulos de reflexão. No ponto em que a luz incidir na superfície de separação dos dois meios, devemos levantar uma reta. Essa reta é chamada de reta normal, e o ângulo que faz com a superfícies é de 90 graus. Feita a sua construção, surgirão dois ângulos. Um ângulo entre o raio incidente e a reta normal, conhecido como ângulo de incidência, e outro entre a reta normal e o raio refletido, conhecido como ângulo de reflexão.
A segunda lei diz que esses ângulos são sempre iguais. A figura abaixo deixará essa explicação mais clara.
Onde i e r são respectivamente os ângulos de incidência e reflexão.
Reflexão regular, difusão e absorção luminosa
A reflexão regular ocorre quando, após incidir em uma superfície, um feixe de luz reflete de maneira regular. Esse tipo de reflexão ocorre nos espelhos, superfícies polidas e na superfície da água quando essa não se agita, como, por exemplo, na superfície de um lago em um local sem vento.A difusão luminosa ocorre quando a luz incide sobre uma superfície rugosa, como ocorre com a maioria dos objetos que nos cercam. Ao incidir sobre esses objetos, a luz volta ao meio de origem difundindo-se, ou seja, ela se espalha. Uma conseqüência importantíssima dessa reflexão é o fato de que, graças a ela, é possível enxergar os objetos, as pessoas, enfim, o mundo a nossa volta.
Na figura acima vemos uma representação da reflexão difusa. O que pode vir a nossa mente é que ela viola a segunda lei da reflexão. Mas isso não é verdade: como a superfície é irregular, os raios de luz incidem em pontos de diferente geometria da superfície de separação. Com isso, cada raio de luz terá um ângulo de incidência diferente, com o seu ângulo de reflexão correspondente.
Existem algumas superfícies que não refletem e nem difundem a luz totalmente. Pelo contrário, elas absorvem a maior parte da luz. É o que se chama de absorção luminosa. Essas superfícies têm como característica a cor escura, sendo as de cor preta as que apresentam a maior taxa de absorção.
Também é importante assinalar que as superfícies que mais facilmente absoverm a luz são as que a melhor transformam energia luminosa em energia térmica. É por isso que se aconselha o uso de roupas claras nos dias quentes, já que as de cor escura esquentarão bem mais.
* Paulo Augusto Bisquolo é professor de física do colégio COC-Santos (SP).
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