Ao envelhecer, as células começam a nos trair. Desvendando os segredos do envelhecimento, cientistas podem tornar a vida mais longa e saudávelAo envelhecer, as células começam a nos trair. Desvendando os segredos do envelhecimento, cientistas podem tornar a vida mais longa e saudável.
Por Thomas Kirkwood Thomas Kirkwood é professor de medicina e diretor do Institute for Ageing and Healthcare da Newcastle University da Inglaterra. Seus livros incluem o premiado Time of our lives: the science of human aging, escrito para o público em geral, e Chance, development and aging (com Caleb E. Finch), que mapeia como o acaso, assim como os genes e o ambiente, moldam a forma como o corpo cresce, se desenvolve e envelhece.
SE VOCÊ PUDESSE PLANEJAR como sua vida terminará – suas últimas semanas, dias, horas e minutos –, o que escolheria? Iria, por exemplo, fi car em boa forma até o último momento, para então ir rapidamente? Muitas pessoas dizem que escolheriam essa opção, mas vejo um detalhe importante. Se você se sente bem em um momento, a última coisa que deseja é cair morto na sequência. E para sua família e seus amigos, que sofreriam a perda, sua morte seria um golpe cruel. Mas lidar com uma doença terminal longa e arrastada também não é muito bom, assim como o pesadelo de perder um ente querido na escuridão da demência.
Preferimos evitar pensar sobre o fi m da vida. Mesmo assim, é saudável fazer essas perguntas, ao menos de vez em quando, e defi nir corretamente os objetivos da política e pesquisa médicas. Também é importante perguntar até onde a ciência pode ajudar os esforços para enganar a morte.
Costuma-se dizer que nossos ancestrais lidavam melhor com a morte, ao menos porque a viam com muito mais frequência. Há 100 anos, a expectativa de vida no Ocidente era 25 anos mais curta que hoje, resultado de muitas crianças e jovens adultos morrerem prematuramente por várias causas. Um quarto das crianças morria de infecções antes do quinto aniversário; mulheres jovens sucumbiam às complicações do parto; e mesmo um jovem jardineiro, ferindo a mão em um espinho, poderia ser vítima de envenenamento.
Durante o último século, o saneamento e a medicina reduziram as taxas de mortalidade nos primeiros anos da vida tão drasticamente que a maior parte das pessoas está morrendo muito mais tarde, e a população como um todo é mais velha que antes. A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo. Nos países mais ricos, cresce cinco horas ou mais por dia e, em muitos países em desenvolvimento que estão se livrando do atraso, aumenta ainda mais. A principal causa de morte hoje é o processo de envelhecimento e os vários desastres que ele provoca: o câncer, que leva as células a proliferar fora de controle, ou a doença de Alzheimer, no polo oposto, pela morte prematura dos neurônios.
Até a década de 90, demógrafos previam com confi ança que a tendência histórica de aumento da expectativa de vida logo cessaria. Muitos pesquisadores acreditavam que o envelhecimento era prefi xado – um processo programado em nossa biologia que resultava em um momento predeterminado para morrer.
Ninguém previu a continuidade do aumento da expectativa de vida. Essa conquista pegou políticos e planejadores de surpresa. Os cientistas ainda estão se acostumando com a noção de que o envelhecimento não é fi xo, que ainda não chegamos ao limite do prazo de vida. Ele muda e continua a mudar, prolongado por razões que ainda não compreendemos bem. O declínio das taxas de mortalidade dos muito velhos está levando a expectativa de vida das pessoas a um território inexplorado. Se as certezas prevalentes sobre o envelhecimento humano desabaram, o que sobra? O que a ciência sabe mesmo sobre esse processo?
Nem sempre é fácil aceitar essas novas ideias, porque os cientistas são humanos, e crescemos com concepções rígidas sobre o envelhecimento do corpo. Há alguns anos, enquanto dirigia com minha família pela África, uma cabra pega sob as rodas do nosso veículo morreu na hora. Quando expliquei à minha fi lha de 6 anos o que acabara de acontecer, ela perguntou: “A cabra era jovem ou velha?”. Fiquei curioso sobre a razão daquela dúvida. “Se ela estava velha, não é triste, porque não teria mais muito tempo para viver, de qualquer jeito”, foi a resposta. Fiquei impressionado. Se atitudes tão sofi sticadas quanto à morte se formam tão cedo, não surpreende que a ciência lute para aceitar a realidade de que a maior parte do que sabíamos sobre o envelhecimento está errado.
Para explorar o pensamento atual sobre o que controla o envelhecimento, vamos começar imaginando um corpo no fi nal da vida. O último suspiro é dado, a morte chega e a vida acaba. Nesse momento, a maioria das células está viva. Sem saber o que acaba de acontecer, elas conduzem, tão bem quanto possível, os processos metabólicos que suportam a vida – usando o oxigênio e os nutrientes à sua volta para gerar a energia necessária à síntese de proteínas e outros componentes celulares e ao suporte a suas atividades (a principal atividade das células).
Em pouco tempo, privadas de oxigênio, as células morrem e, com isso, algo imensamente antigo chega a seu fi m silencioso. Cada célula do corpo que acaba de morrer poderia, se houvesse registros, traçar sua ancestralidade por uma cadeia ininterrupta de divisões celulares iniciada há 4 bilhões de anos com as primeiras formas de vida celular neste planeta.
A morte é certa. Mas pelo menos algumas de nossas células têm uma propriedade espantosa: são dotadas de algo tão próximo da imortalidade quanto pode ser alcançado na Terra. Quando você morre, apenas um pequeno número de suas células continuará essa linhagem imortal rumo ao futuro – e só se você tiver fi lhos. Apenas uma célula do seu corpo escapa à extinção – um espermatozóide ou um óvulo – por fi lho. Os bebês nascem, crescem, amadurecem
e se reproduzem, continuando o ciclo.
O cenário que acabamos de imaginar revela não apenas o destino de nosso corpo mortal, ou “soma”, constituído de todas as células não reprodutivas, mas também a quase milagrosa imortalidade da linhagem celular a que pertencemos. A questão principal da ciência do envelhecimento, que dá origem a todas as outras, é: por que a maioria das criaturas tem um corpo mortal? Por que a evolução não levou nossas células a aproveitar a aparente imortalidade da linhagem genética representada pelo espermatozoide e o óvulo? Essa questão foi levantada pela primeira vez pelo naturalista alemão do século 19, August Weismann, e uma solução me ocorreu durante o banho, em uma noite de inverno no início de 1977. Acredito que a resposta, hoje chamada de teoria do soma dispensável, explica muito sobre por que o envelhecimento das diferentes espécies acontece como vemos...
[Fique atento as outras partes]
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
1ª Parte: Por que não vivemos para sempre?
Homenagem ao dia do professor (Dia do professor)
As bolas de papel na cabeça,
Os inúmeros diários para se corrigir,
As críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
Para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.
Que bom que esta tua vocaçãoTem despertado a vocação de muitos.
Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,
Quando em seu dia-a-dia
Tantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
Consegue olhar os olhos de todos os outros
E fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
Dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
O teu coração a cada dia,
Dando-te tanto prazer em ensinar.
Homenagens, frases poéticas,
Certamente farão parte do seu dia a dia,
E quero de forma especial, relembrar
A pessoa maravilhosa que você é
E a importância daquilo do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
Hoje e sempre, por aquilo que você é
E por aquilo que você faz.
Os inúmeros diários para se corrigir,
As críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
Quando em seu dia-a-dia
Tantas dificuldades acontecem.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
Consegue olhar os olhos de todos os outros
E fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
Dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
O teu coração a cada dia,
Dando-te tanto prazer em ensinar.
Homenagens, frases poéticas,
Certamente farão parte do seu dia a dia,
E quero de forma especial, relembrar
A pessoa maravilhosa que você é
E a importância daquilo do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
Hoje e sempre, por aquilo que você é
E por aquilo que você faz.
Felicidades !!!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Português: Análise e interpretação de textos
Para analisar e interpretar textos é preciso saber ler. Mas, como aprender a ler? Lendo. Alguém que deseje aprender a nadar terá de, inevitavelmente, entrar na água. O mesmo ocorre com a formação de um leitor: se ele não se dedicar ao exercício da leitura, debruçando-se sobre poemas, notícias e crônicas de jornal, romances, ensaios etc., jamais aprenderá a ler.
Mas a verdadeira leitura pressupõe compreensão. Não basta passar os olhos sobre as palavras, mas é preciso entender o significado delas - ou, pelo menos, aproximar-se do que o autor pretende transmitir. E, depois, para realmente analisar o objeto da nossa leitura, devemos proceder à identificação das características, dos atributos, das propriedades do texto.
Textos denotativos - um ensaio, uma dissertação, uma notícia ou reportagem - são escritos em linguagem conceitual. Esse tipo de texto - racional, que se apoia em conceitos, leis, princípios ou normas - pede do leitor uma postura objetiva.
Já os textos conotativos - a poesia e os gêneros de ficção, incluindo algumas crônicas - exigem de nós uma postura subjetiva, pois são escritos em linguagem poética. Ou seja, são textos que exploram aquele conjunto de alterações ou de ampliações que uma palavra pode agregar ao seu sentido literal (ou denotativo). Os meios para se alcançar esse tipo de expressão envolvem as diversas figuras de linguagem, a criação de personagens e uma infinidade de associações entre os vocábulos, criando, muitas vezes, um mundo à parte.
Para esses dois tipos de textos podemos estabelecer algumas regras gerais de leitura:
1. Cada novo texto é, também, um novo universo. Para apreender o que o autor pretende transmitir, devemos estar abertos ao novo. Então, antes de iniciar a leitura, procure esquecer o que lhe disseram sobre o autor - as críticas e os elogios -, e aproxime-se do texto sem preconceitos.
2. Se for um texto curto - artigo, notícia, crônica, conto, etc. -, leia-o integralmente, procurando captar o seu sentido geral, e só depois, reiniciando a leitura, proceda assim:
a) procure, no dicionário, cada uma das palavras desconhecidas ou cujo sentido lhe pareça estranho, duvidoso.
b) sublinhe ou circule, em cada parágrafo, a frase que expressa a ideia central daquele trecho.
c) faça anotações nas margens do texto, mas de maneira que elas expressem o seu pensamento, as suas interrogações, as suas concordâncias ou discordâncias, relacionando o texto às suas vivências pessoais e a outras leituras que você, porventura, tenha feito.
3. Se o texto for longo - romance, ensaio, tese, peça de teatro etc. - siga os passos acima, mas desde o primeiro momento da leitura.
4. Não tenha preguiça. A leitura exige, muitas vezes, que voltemos ao início do texto ou do capítulo, que retrocedamos alguns parágrafos, a fim de retomar certa ideia ou rever o comportamento, a fala de uma personagem.
5. À medida que você decodifica as palavras, procure relacioná-las com o todo. Ou seja, compreenda as palavras dentro do contexto (o conjunto de frases, o encadeamento do discurso).
6. Enquanto lê, estabeleça um duplo diálogo: com o autor e com você mesmo.
7. Quando o texto usar a linguagem conceitual, não faça uma leitura tímida: imagine-se concordando e, também, discordando das ideias expostas. Coloque-se no papel de defensor e de opositor. Depois, forme seu próprio julgamento.
8. Quando o texto utilizar a linguagem poética, imagine a cena, coloque-se no lugar das personagens. Muitas vezes, poemas e textos de ficção tratam de realidades completamente diferentes da nossa, o que exige uma leitura sem preconceitos. Não tenha receio: entre os gregos, transforme-se em grego.
9. Não seja um leitor crédulo, não acredite com facilidade em tudo que lê. Num texto conceitual, seja implacável com a argumentação do autor: ele realmente convenceu você? Quais as partes frágeis do texto? Quais as qualidades? Aja da mesma forma em relação ao texto poético: o enredo convenceu você? A história é verossímil (transmite a impressão de verdade) ou imperfeita, defeituosa? O bom leitor nunca é ingênuo.
10. Numa prova, não se esqueça:
a) leia o texto com calma, duas ou três vezes;
b) a cada questão, retorne ao texto e esclareça suas dúvidas;
c) esteja atento ao enunciado da questão, pois, muitas vezes, ele exigirá que você leia não só o trecho citado, mas um ou mais parágrafos.
d) muitas vezes, a resposta correta não corresponde exatamente ao que está no texto, mas apenas se aproxima do sentido geral.
Mas a verdadeira leitura pressupõe compreensão. Não basta passar os olhos sobre as palavras, mas é preciso entender o significado delas - ou, pelo menos, aproximar-se do que o autor pretende transmitir. E, depois, para realmente analisar o objeto da nossa leitura, devemos proceder à identificação das características, dos atributos, das propriedades do texto.
Textos denotativos - um ensaio, uma dissertação, uma notícia ou reportagem - são escritos em linguagem conceitual. Esse tipo de texto - racional, que se apoia em conceitos, leis, princípios ou normas - pede do leitor uma postura objetiva.
Já os textos conotativos - a poesia e os gêneros de ficção, incluindo algumas crônicas - exigem de nós uma postura subjetiva, pois são escritos em linguagem poética. Ou seja, são textos que exploram aquele conjunto de alterações ou de ampliações que uma palavra pode agregar ao seu sentido literal (ou denotativo). Os meios para se alcançar esse tipo de expressão envolvem as diversas figuras de linguagem, a criação de personagens e uma infinidade de associações entre os vocábulos, criando, muitas vezes, um mundo à parte.
Para esses dois tipos de textos podemos estabelecer algumas regras gerais de leitura:
1. Cada novo texto é, também, um novo universo. Para apreender o que o autor pretende transmitir, devemos estar abertos ao novo. Então, antes de iniciar a leitura, procure esquecer o que lhe disseram sobre o autor - as críticas e os elogios -, e aproxime-se do texto sem preconceitos.
2. Se for um texto curto - artigo, notícia, crônica, conto, etc. -, leia-o integralmente, procurando captar o seu sentido geral, e só depois, reiniciando a leitura, proceda assim:
a) procure, no dicionário, cada uma das palavras desconhecidas ou cujo sentido lhe pareça estranho, duvidoso.
b) sublinhe ou circule, em cada parágrafo, a frase que expressa a ideia central daquele trecho.
c) faça anotações nas margens do texto, mas de maneira que elas expressem o seu pensamento, as suas interrogações, as suas concordâncias ou discordâncias, relacionando o texto às suas vivências pessoais e a outras leituras que você, porventura, tenha feito.
3. Se o texto for longo - romance, ensaio, tese, peça de teatro etc. - siga os passos acima, mas desde o primeiro momento da leitura.
4. Não tenha preguiça. A leitura exige, muitas vezes, que voltemos ao início do texto ou do capítulo, que retrocedamos alguns parágrafos, a fim de retomar certa ideia ou rever o comportamento, a fala de uma personagem.
5. À medida que você decodifica as palavras, procure relacioná-las com o todo. Ou seja, compreenda as palavras dentro do contexto (o conjunto de frases, o encadeamento do discurso).
6. Enquanto lê, estabeleça um duplo diálogo: com o autor e com você mesmo.
7. Quando o texto usar a linguagem conceitual, não faça uma leitura tímida: imagine-se concordando e, também, discordando das ideias expostas. Coloque-se no papel de defensor e de opositor. Depois, forme seu próprio julgamento.
8. Quando o texto utilizar a linguagem poética, imagine a cena, coloque-se no lugar das personagens. Muitas vezes, poemas e textos de ficção tratam de realidades completamente diferentes da nossa, o que exige uma leitura sem preconceitos. Não tenha receio: entre os gregos, transforme-se em grego.
9. Não seja um leitor crédulo, não acredite com facilidade em tudo que lê. Num texto conceitual, seja implacável com a argumentação do autor: ele realmente convenceu você? Quais as partes frágeis do texto? Quais as qualidades? Aja da mesma forma em relação ao texto poético: o enredo convenceu você? A história é verossímil (transmite a impressão de verdade) ou imperfeita, defeituosa? O bom leitor nunca é ingênuo.
10. Numa prova, não se esqueça:
a) leia o texto com calma, duas ou três vezes;
b) a cada questão, retorne ao texto e esclareça suas dúvidas;
c) esteja atento ao enunciado da questão, pois, muitas vezes, ele exigirá que você leia não só o trecho citado, mas um ou mais parágrafos.
d) muitas vezes, a resposta correta não corresponde exatamente ao que está no texto, mas apenas se aproxima do sentido geral.
Tiririca é o mais votado nos presídios de São Paulo
O humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, foi o candidato a deputado federal mais votado pelos presos provisórios que foram às urnas instaladas em 28 presídios do Estado de São Paulo no primeiro turno das eleições.
Ao todo, 1.464 detentos provisórios --aqueles que cumprem decisões de prisão temporária ou preventiva, ou têm direito a recursos-- votaram no dia 3 de outubro.
Tiririca, o campeão de votos no Estado --foi escolhido por mais de 1,3 milhão de pessoas--, obteve 122 votos nas penitenciárias paulistas.
Ontem Tiririca foi notificado para se defender na ação penal na qual foi acusado de falsificar um documento entregue à Justiça Eleitoral em que declarou que é alfabetizado. O prazo para apresentar a defesa é de dez dias.
O juiz responsável pelo processo, Aloísio Silveira, informou ontem que esse tipo de ação não resulta na cassação imediata da posse do candidato eleito.
Para a Assembleia Legislativa, a mais votada nas urnas dos presídios paulistas foi Vivi Fernandes (PMDB), que conseguiu 51 votos ao todo.
Marta Suplicy (PT), Netinho (PC do B) e Aloysio Nunes (PSDB) lideraram a disputa para o Senado entre os detentos, com 563, 553 e 329 votos, respectivamente.
Para o governo de SP, os mais votados foram Aloizio Mercadante, do PT, com 824 votos, Geraldo Alckmin, do PSDB, escolhido por 278 detentos, além de Fábio Feldman (PV) com 68 votos, Celso Russomano (PP), com 56, e Paulo Skaf (PSB), com 45.
Na eleição para a Presidência, Dilma Rousseff (PT), obteve 858 votos, Marina Silva (PV), 292, e José Serra (PSDB), 191 votos.
O candidato a deputado federal Ney Santos (PSC), que foi acusado pela polícia de ligação com a facção criminosa PCC, conseguiu apenas dois votos nos presídios.
A implantação de seções eleitorais nas penitenciárias foi inédita em São Paulo e na maioria dos Estados do país.
Desde 1988 a Constituição permite que presos provisórios exerçam o direito ao voto, mas poucos Tribunais Regionais Eleitorais já haviam viabilizado a votação entre os detentos. Em 2010 o Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma resolução determinando que as cortes regionais instalassem as urnas nas penitenciárias.
Ao todo, 1.464 detentos provisórios --aqueles que cumprem decisões de prisão temporária ou preventiva, ou têm direito a recursos-- votaram no dia 3 de outubro.
Tiririca, o campeão de votos no Estado --foi escolhido por mais de 1,3 milhão de pessoas--, obteve 122 votos nas penitenciárias paulistas.
Ontem Tiririca foi notificado para se defender na ação penal na qual foi acusado de falsificar um documento entregue à Justiça Eleitoral em que declarou que é alfabetizado. O prazo para apresentar a defesa é de dez dias.
O juiz responsável pelo processo, Aloísio Silveira, informou ontem que esse tipo de ação não resulta na cassação imediata da posse do candidato eleito.
Para a Assembleia Legislativa, a mais votada nas urnas dos presídios paulistas foi Vivi Fernandes (PMDB), que conseguiu 51 votos ao todo.
Marta Suplicy (PT), Netinho (PC do B) e Aloysio Nunes (PSDB) lideraram a disputa para o Senado entre os detentos, com 563, 553 e 329 votos, respectivamente.
Para o governo de SP, os mais votados foram Aloizio Mercadante, do PT, com 824 votos, Geraldo Alckmin, do PSDB, escolhido por 278 detentos, além de Fábio Feldman (PV) com 68 votos, Celso Russomano (PP), com 56, e Paulo Skaf (PSB), com 45.
Na eleição para a Presidência, Dilma Rousseff (PT), obteve 858 votos, Marina Silva (PV), 292, e José Serra (PSDB), 191 votos.
O candidato a deputado federal Ney Santos (PSC), que foi acusado pela polícia de ligação com a facção criminosa PCC, conseguiu apenas dois votos nos presídios.
A implantação de seções eleitorais nas penitenciárias foi inédita em São Paulo e na maioria dos Estados do país.
Desde 1988 a Constituição permite que presos provisórios exerçam o direito ao voto, mas poucos Tribunais Regionais Eleitorais já haviam viabilizado a votação entre os detentos. Em 2010 o Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma resolução determinando que as cortes regionais instalassem as urnas nas penitenciárias.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Biologia: Biotecnologia: células-tronco
O nome célula-tronco refere-se a qualquer célula pouco diferenciada e capaz de produzir outros tipos de célula através de mitose e do processo de diferenciação celular.
Geralmente, as células-tronco são capazes de originar células especializadas dos tecidos dos quais fazem parte, tendo grande importância em processos como, por exemplo, a regeneração de órgãos. No entanto, as células-tronco embrionárias são chamadas de totipotentes, pois são capazes de se diferenciar em qualquer tipo de célula. Em humanos, encontramos células-tronco nos embriões, no cordão umbilical e na medula óssea, entre outros tecidos.
Atualmente, as células-tronco podem ser mantidas em laboratório por meio de culturas celulares, sendo utilizadas na pesquisa sobre o tratamento de doenças como leucemia, diabete, infarto, entre outras. O objetivo desses tratamentos é realizar a reposição de tecidos danificados, devido a doenças ou acidentes, substituindo-os por células saudáveis.
A totipotência das células-tronco embrionárias desperta grande interesse científico, uma vez que podem originar diversos tipos celulares. O tratamento de algumas doenças - como, por exemplo, câncer, mal de Alzheimer, osteoporose, problemas do coração e cegueira - pode ser auxiliado pela terapia com essas células. As células-tronco são formadas no embrião apenas até este atingir entre 32 e 64 células, ou seja, muito antes da formação de qualquer tecido embrionário.
As células-tronco embrionárias geralmente são provenientes de embriões não utilizados durante o processo de fertilização artificial. Esses embriões excedentes são congelados e armazenados. A lei brasileira diz que, após três anos, esses embriões, se não utilizados e mediante autorização dos pais, podem ser usados para pesquisa científica.
Geralmente, as células-tronco são capazes de originar células especializadas dos tecidos dos quais fazem parte, tendo grande importância em processos como, por exemplo, a regeneração de órgãos. No entanto, as células-tronco embrionárias são chamadas de totipotentes, pois são capazes de se diferenciar em qualquer tipo de célula. Em humanos, encontramos células-tronco nos embriões, no cordão umbilical e na medula óssea, entre outros tecidos.
Atualmente, as células-tronco podem ser mantidas em laboratório por meio de culturas celulares, sendo utilizadas na pesquisa sobre o tratamento de doenças como leucemia, diabete, infarto, entre outras. O objetivo desses tratamentos é realizar a reposição de tecidos danificados, devido a doenças ou acidentes, substituindo-os por células saudáveis.
A totipotência das células-tronco embrionárias desperta grande interesse científico, uma vez que podem originar diversos tipos celulares. O tratamento de algumas doenças - como, por exemplo, câncer, mal de Alzheimer, osteoporose, problemas do coração e cegueira - pode ser auxiliado pela terapia com essas células. As células-tronco são formadas no embrião apenas até este atingir entre 32 e 64 células, ou seja, muito antes da formação de qualquer tecido embrionário.
As células-tronco embrionárias geralmente são provenientes de embriões não utilizados durante o processo de fertilização artificial. Esses embriões excedentes são congelados e armazenados. A lei brasileira diz que, após três anos, esses embriões, se não utilizados e mediante autorização dos pais, podem ser usados para pesquisa científica.
Tópico: Profissões "ARQUITETURA E URBANISMO"
10-Arquitetura e Urbanismo
O bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos impulsionou o setor da construção civil e transformou algumas cidades em grandes canteiros de obras ao ar livre. Além de casas, prédios residenciais e edifícios comerciais, muitas prefeituras têm investido em obras de infra-estrutura visando, entre outras coisas, à universalização do serviço de saneamento básico, o que significa levar água potável e rede de esgoto a todos os domicílios. Essas obras geram grande demanda por especialistas de várias áreas, entre eles arquitetos e urbanistas. “Esses profissionais são contratados para fazer o planejamento, definir estratégias de atuação e organizar os trabalhos de expansão das redes de água e esgoto das cidades”, explica o arquiteto Raphael José de Oliveira, gerente de cadastro do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Blumenau (SC). “Esse é um trabalho que vem crescendo muito em prefeituras e secretarias estaduais de saneamento e, por isso, deve gerar, nos próximos anos, uma forte procura por arquitetos e urbanistas.”
Além de orientar o crescimento de bairros e cidades e atuar em projetos ligados ao saneamento básico, os graduados nessa área são especialistas em organizar espaços segundo critérios de conforto, estética e funcionalidade. Cabe ao profissional determinar os materiais a ser utilizados nas obras, levando em conta o uso do imóvel e o consumo de energia. Ao lado do engenheiro, ele acompanha a construção e gerencia os custos e a mão-de-obra. Como desenhista industrial, projeta objetos, elabora placas de sinalização e logotipos. Para se dar bem na profissão, é fundamental ter criatividade e talento para o desenho.
Além de orientar o crescimento de bairros e cidades e atuar em projetos ligados ao saneamento básico, os graduados nessa área são especialistas em organizar espaços segundo critérios de conforto, estética e funcionalidade. Cabe ao profissional determinar os materiais a ser utilizados nas obras, levando em conta o uso do imóvel e o consumo de energia. Ao lado do engenheiro, ele acompanha a construção e gerencia os custos e a mão-de-obra. Como desenhista industrial, projeta objetos, elabora placas de sinalização e logotipos. Para se dar bem na profissão, é fundamental ter criatividade e talento para o desenho.
O mercado de trabalho
A expectativa entre os arquitetos é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que aqueceu a construção civil, tenha reflexos positivos também na arquitetura. "Por enquanto nosso mercado não foi atingido, mas creio ser apenas uma questão de tempo", diz Oscar Luís Ferreira, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB). A expectativa está em pauta por vários motivos, um deles porque o programa facilita os empréstimos para a compra de imóveis. Outro fator que torna esse mercado aquecido é a mudança de mentalidade da população. Em regiões menos desenvolvidas, o arquiteto sempre foi considerado um artigo de luxo e, portanto, pouco procurado tanto pelo setor público quanto pelo privado. "Mas, agora, esse panorama começa a ser alterado", conta o professor. As obras de infra-estrutura, como rodovias, pontes e portos, abrem oportunidades para o especialista em projetos, urbanismo e paisagismo em grandes construtoras e incorporadoras, como Odebrecht e Camargo Corrêa. Paisagistas e urbanistas encontram lugar na administração de praças e parques, nas prefeituras municipais, para realizar o reordenamento territorial e organizar a distribuição de terras, e em construtoras de condomínios de luxo. A possibilidade de abrir o próprio escritório existe, mas é mais difícil para o recém-formado, com pouca experiência. Empresas privadas de diversos ramos de atuação, como criação de mobiliário, cerâmica e montagem de cozinhas, têm oferecido vagas para o arquiteto.
O curso
O currículo mescla disciplinas das Ciências Humanas e Exatas, como matemática, história da arte, resistência de materiais e computação gráfica. O primeiro semestre é muito teórico, mas, a partir do segundo, há mais aulas práticas. A criatividade é fundamental na hora de fazer os esboços, mas esteja pronto para mergulhar nos cálculos. Estágio e trabalho de conclusão de cursos são obrigatórios na maioria das instituições. A duração média do curso é de cinco anos. Outros nomes: Comp. Paisagística, Urbanismo.
O que você pode fazer
Arquitetura de interiores Organizar o espaço interno, definindo os materiais de acabamento e a distribuição de móveis e objetos, considerando a acústica, a ventilação, a iluminação e a estética. Comunicação visual Criar a identidade visual de empresas e produtos, com logotipos, embalagens e material impresso ou digital. Paisagismo e ambiente Desenvolver espaços abertos, como jardins, parques e praças, combinando plantas, pedras, madeiras, calçamento e iluminação. . Edificação e construção Projetar, acompanhar e coordenar obras, definindo materiais e controlando prazos e custos. Luminotécnica Fazer o projeto de iluminação de grandes e pequenos espaços. Realizar a iluminação de eventos. Restauro de edifícios Recuperar casas e prédios antigos ou deteriorados, mantendo as características originais. Urbanismo Planejar uma região, cidade ou bairro, elaborando o plano diretor e o zoneamento que vão direcionar o crescimento
Química : Eletroquímica
1) Eletroquímica
Pilha e baterias
uma reação espontânea de óxido-redução produz corrente elétrica:
Voltagem da pilha
2) Eletrólise
Eletrólise
processo em que uma corrente elétrica produz uma reação de óxido-redução.
Eletrólise ígnea
Eletrólise em meio aquoso
Nota: como a equação geral depende do reagente de maior facilidade de descarga, mostra-se um exemplo:
Eletrólise aquosa do
2) Eletrólise
Nota: como a equação geral depende do reagente de maior facilidade de descarga, mostra-se um exemplo:
Eletrólise aquosa do
Física: Cinemática escalar
1) Movimento uniforme (MU)
<>
>
2) Movimento uniformemente variado (MUV)
<>
>
3) Movimento circular uniforme (MCU)
<>
>
4) Transmissão de movimento
<>
>
2) Movimento uniformemente variado (MUV)
3) Movimento circular uniforme (MCU)
4) Transmissão de movimento
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Biologia:Vida e energia - Respiração aeróbia
A troca de gases que chamamos de respiração - o oxigênio passa do ar atmosférico ou da água para o sangue, enquanto o gás carbônico realiza o movimento contrário - é apenas o início (e também o fim) de um processo por meio do qual se obtém energia e que ocorre no interior das células da maioria dos seres vivos: a repiração celular, que pode ser representada pela seguinte equação química:
C6H12O6 - glicose e O2 - gás oxigênio; CO2 - gás carbônico e H2O - água
O oxigênio é transportado até o interior das células, onde reage com a glicose, molécula proveniente da digestão dos alimentos consumidos pelos animais ou, no caso dos vegetais, produzida durante a fotossíntese. Formam-se também moléculas de água e gás carbônico, que será eliminado da célula e transportado pelo sangue ou seiva até sua eliminação para o ambiente.
Esse processo libera a energia contida nas ligações químicas da molécula de glicose. Parte dessa energia é utilizada para a formação de uma substância chamada ATP (trifosfato de adenosina), a partir de ADP (difosfato de adenosina) e Pi (fosfato inorgânico). A energia fica armazenada nas moléculas de ATP e pode ser usada para todas as atividades celulares que requerem gasto energético.
A equação química da respiração celular poderia ficar assim, portanto:
O processo, contudo, é ainda mais complexo, formado por três etapas:
1. Glicólise: ocorre no citoplasma das células. Há um gasto inicial de energia (duas moléculas de ATP são consumidas), mas ela será reposta, pois o resultado da glicólise é a formação de 2 moléculas de ácido pirúvico e 4 moléculas de ATP. Também ocorre liberação de elétrons energizados e íons H+, que são capturados por moléculas de uma substância chamada NAD+ (nicotinamida adenina dinucleotídeo), formando duas moléculas de NADH2. As duas moléculas de ácido pirúvico passam, então, ao interior das mitocôndrias, onde ocorrem as etapas seguintes. A glicólise pode ser resumida da seguinte maneira:
2. Ciclo de Krebs: ocorre na matriz mitocondrial (solução aquosa no interior das mitocôndrias). O ácido pirúvico reage com a coenzima A, dando origem a duas moléculas de gás carbônico e duas de acetil-coenzima A. Esta substância é totalmente degradada numa série de reações, cujos produtos são mais quatro moléculas de gás carbônico, além de elétrons energizados e íons H+, que serão capturados por NAD+ e por outro aceptor de elétrons e de hidrogênio chamado FAD (flavina adenina dinucleotídeo), originando moléculas de NADH2 e FADH2. Durante esse processo, formam-se também duas moléculas de GTP (guanosina trifosfato - muito semelhante ao ATP).
3. Fosforilação oxidativa: as moléculas de NADH2 e FADH2 liberam os elétrons energizados e os íons H+. Esses elétrons (somados aos provenientes da glicólise) passam por proteínas transportadoras (citocromos e quinonas) presentes nas membranas internas da mitocôndria. Essa série de proteínas recebe o nome de cadeia respiratória. Nessa etapa, os elétrons perdem energia que é captada para a transformação do ADP + P em ATP. Ao final da cadeia respiratória, os elétrons menos energizados e os íons H+ combinam-se com átomos provenientes do oxigênio, formando seis moléculas de água.
O oxigênio é transportado até o interior das células, onde reage com a glicose, molécula proveniente da digestão dos alimentos consumidos pelos animais ou, no caso dos vegetais, produzida durante a fotossíntese. Formam-se também moléculas de água e gás carbônico, que será eliminado da célula e transportado pelo sangue ou seiva até sua eliminação para o ambiente.
Esse processo libera a energia contida nas ligações químicas da molécula de glicose. Parte dessa energia é utilizada para a formação de uma substância chamada ATP (trifosfato de adenosina), a partir de ADP (difosfato de adenosina) e Pi (fosfato inorgânico). A energia fica armazenada nas moléculas de ATP e pode ser usada para todas as atividades celulares que requerem gasto energético.
A equação química da respiração celular poderia ficar assim, portanto:
O processo, contudo, é ainda mais complexo, formado por três etapas:
1. Glicólise: ocorre no citoplasma das células. Há um gasto inicial de energia (duas moléculas de ATP são consumidas), mas ela será reposta, pois o resultado da glicólise é a formação de 2 moléculas de ácido pirúvico e 4 moléculas de ATP. Também ocorre liberação de elétrons energizados e íons H+, que são capturados por moléculas de uma substância chamada NAD+ (nicotinamida adenina dinucleotídeo), formando duas moléculas de NADH2. As duas moléculas de ácido pirúvico passam, então, ao interior das mitocôndrias, onde ocorrem as etapas seguintes. A glicólise pode ser resumida da seguinte maneira:
2. Ciclo de Krebs: ocorre na matriz mitocondrial (solução aquosa no interior das mitocôndrias). O ácido pirúvico reage com a coenzima A, dando origem a duas moléculas de gás carbônico e duas de acetil-coenzima A. Esta substância é totalmente degradada numa série de reações, cujos produtos são mais quatro moléculas de gás carbônico, além de elétrons energizados e íons H+, que serão capturados por NAD+ e por outro aceptor de elétrons e de hidrogênio chamado FAD (flavina adenina dinucleotídeo), originando moléculas de NADH2 e FADH2. Durante esse processo, formam-se também duas moléculas de GTP (guanosina trifosfato - muito semelhante ao ATP).
3. Fosforilação oxidativa: as moléculas de NADH2 e FADH2 liberam os elétrons energizados e os íons H+. Esses elétrons (somados aos provenientes da glicólise) passam por proteínas transportadoras (citocromos e quinonas) presentes nas membranas internas da mitocôndria. Essa série de proteínas recebe o nome de cadeia respiratória. Nessa etapa, os elétrons perdem energia que é captada para a transformação do ADP + P em ATP. Ao final da cadeia respiratória, os elétrons menos energizados e os íons H+ combinam-se com átomos provenientes do oxigênio, formando seis moléculas de água.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Escolher a profissão ajuda a motivar estudos; especialista dá dicas para decidir
Por que adolescentes gostam de estudar ouvindo música e de falar durante a aula?
Comportamentos considerados como parte da "rebeldia" da juventude podem ser explicados pelas mudanças biológicas que estão em curso nesta fase da vida. De acordo com o psicólogo e orientador educacional Ivo Carraro, "na puberdade, que ocorre entre os 10 e os 13 anos, o corpo cresce rapidamente e entram em ação os hormônios da puberdade. Para dar conta disso, o cérebro se transforma". As transformações só terminam aos 30 anos.
Essas mudanças podem fazer com que o estudante com mais de 13 anos tenha dificuldade para reter os conhecimentos. "Ele age por impulsos emocionais, não mede as consequências dos atos, muda muito de opinião e tem dificuldade para se colocar no lugar de outras pessoas [por isso conversa mais durante as aulas, por exemplo]", explica.
Outra diferença importante no cérebro é a diminuição no sistema de recompensas. "Nessa fase, o estudante tem que ter um estímulo externo bem maior para que tenha a sensação de prazer; daí vem o gosto em ouvir música alta e ir em baladas", diz Carraro.
A pergunta que fica é a seguinte: como estimular os jovens dessa faixa etária a estudar? O estímulo do adolescente será natural quando os estudos forem uma fonte de prazer. E isso ocorrerá, segundo o professor, quando o jovem souber que carreira pretende seguir no futuro. "Ele tem que saber onde quer chegar, ter um projeto de vida, pois quem não tem destino acaba se perdendo", pondera.
O docente enumera algumas dicas para os adolescentes decidirem qual profissão seguir; confira:
Conhecimento: "O jovem deve buscar informações a respeito das profissões e cursos que lhe interessam, falar com profissionais da área, ver se serão ocupações prazerosas para eles e, principalmente ter autoconhecimento [para definirem o que querem]";
Plano: Depois que escolheu a profissão, é preciso verificar o que é necessário fazer para entrar na faculdade em que se quer estudar. "Com isso, ele estrutura o cérebro para conseguir o que quer", explica o professor
Gosto: o professor ressalta, no entanto, que não basta escolher uma carreira. "É preciso gostar de percorrer o caminho. Quando as pessoas gostam do que fazem, automaticamente, estruturam o intelecto, a razão, e aí ocorre o crescimento humano", diz;
Carraro, que orienta cerca de mil estudantes por ano em Curitiba, conta que é possível dividir esse contingente em três tipos: Há aqueles que já sabem o que querem e tem uma dúvida ou outra; aqueles que tem bastante dúvidas; ou, ainda, aqueles que não tem a menor ideia do que pretendem fazer no futuro. Segundo o docente, a dificuldade em escolher vem do fato de que, no século XX, foram criadas muitas profissões. "O grande desafio é escutar as pessoas e tomar a decisão por conta própria", diz.
E o que fazer quando o jovem ainda não conseguiu escolher a profissão? Segundo o professor, esse estudante não pode perder o foco e deve compreender a finalidade da escola: "O aluno tem que ter disciplina para assimilar o que a escola apresenta e construir autonomia para que ele consiga tomar a decisão da profissão", explica. "Ele tem que encontrar sentido em sair de casa e dirigir-se à sua escola", completa.
Comportamentos considerados como parte da "rebeldia" da juventude podem ser explicados pelas mudanças biológicas que estão em curso nesta fase da vida. De acordo com o psicólogo e orientador educacional Ivo Carraro, "na puberdade, que ocorre entre os 10 e os 13 anos, o corpo cresce rapidamente e entram em ação os hormônios da puberdade. Para dar conta disso, o cérebro se transforma". As transformações só terminam aos 30 anos.
Essas mudanças podem fazer com que o estudante com mais de 13 anos tenha dificuldade para reter os conhecimentos. "Ele age por impulsos emocionais, não mede as consequências dos atos, muda muito de opinião e tem dificuldade para se colocar no lugar de outras pessoas [por isso conversa mais durante as aulas, por exemplo]", explica.
Outra diferença importante no cérebro é a diminuição no sistema de recompensas. "Nessa fase, o estudante tem que ter um estímulo externo bem maior para que tenha a sensação de prazer; daí vem o gosto em ouvir música alta e ir em baladas", diz Carraro.
A pergunta que fica é a seguinte: como estimular os jovens dessa faixa etária a estudar? O estímulo do adolescente será natural quando os estudos forem uma fonte de prazer. E isso ocorrerá, segundo o professor, quando o jovem souber que carreira pretende seguir no futuro. "Ele tem que saber onde quer chegar, ter um projeto de vida, pois quem não tem destino acaba se perdendo", pondera.
O docente enumera algumas dicas para os adolescentes decidirem qual profissão seguir; confira:
Carraro, que orienta cerca de mil estudantes por ano em Curitiba, conta que é possível dividir esse contingente em três tipos: Há aqueles que já sabem o que querem e tem uma dúvida ou outra; aqueles que tem bastante dúvidas; ou, ainda, aqueles que não tem a menor ideia do que pretendem fazer no futuro. Segundo o docente, a dificuldade em escolher vem do fato de que, no século XX, foram criadas muitas profissões. "O grande desafio é escutar as pessoas e tomar a decisão por conta própria", diz.
E o que fazer quando o jovem ainda não conseguiu escolher a profissão? Segundo o professor, esse estudante não pode perder o foco e deve compreender a finalidade da escola: "O aluno tem que ter disciplina para assimilar o que a escola apresenta e construir autonomia para que ele consiga tomar a decisão da profissão", explica. "Ele tem que encontrar sentido em sair de casa e dirigir-se à sua escola", completa.
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