quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tópico: Profissões "ARQUITETURA E URBANISMO"

                     10-Arquitetura e Urbanismo
O bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos impulsionou o setor da construção civil e transformou algumas cidades em grandes canteiros de obras ao ar livre. Além de casas, prédios residenciais e edifícios comerciais, muitas prefeituras têm investido em obras de infra-estrutura visando, entre outras coisas, à universalização do serviço de saneamento básico, o que significa levar água potável e rede de esgoto a todos os domicílios. Essas obras geram grande demanda por especialistas de várias áreas, entre eles arquitetos e urbanistas. “Esses profissionais são contratados para fazer o planejamento, definir estratégias de atuação e organizar os trabalhos de expansão das redes de água e esgoto das cidades”, explica o arquiteto Raphael José de Oliveira, gerente de cadastro do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Blumenau (SC). “Esse é um trabalho que vem crescendo muito em prefeituras e secretarias estaduais de saneamento e, por isso, deve gerar, nos próximos anos, uma forte procura por arquitetos e urbanistas.”

Além de orientar o crescimento de bairros e cidades e atuar em projetos ligados ao saneamento básico, os graduados nessa área são especialistas em organizar espaços segundo critérios de conforto, estética e funcionalidade. Cabe ao profissional determinar os materiais a ser utilizados nas obras, levando em conta o uso do imóvel e o consumo de energia. Ao lado do engenheiro, ele acompanha a construção e gerencia os custos e a mão-de-obra. Como desenhista industrial, projeta objetos, elabora placas de sinalização e logotipos. Para se dar bem na profissão, é fundamental ter criatividade e talento para o desenho.

 

O mercado de trabalho

 
A expectativa entre os arquitetos é que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, que aqueceu a construção civil, tenha reflexos positivos também na arquitetura. "Por enquanto nosso mercado não foi atingido, mas creio ser apenas uma questão de tempo", diz Oscar Luís Ferreira, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB). A expectativa está em pauta por vários motivos, um deles porque o programa facilita os empréstimos para a compra de imóveis. Outro fator que torna esse mercado aquecido é a mudança de mentalidade da população. Em regiões menos desenvolvidas, o arquiteto sempre foi considerado um artigo de luxo e, portanto, pouco procurado tanto pelo setor público quanto pelo privado. "Mas, agora, esse panorama começa a ser alterado", conta o professor. As obras de infra-estrutura, como rodovias, pontes e portos, abrem oportunidades para o especialista em projetos, urbanismo e paisagismo em grandes construtoras e incorporadoras, como Odebrecht e Camargo Corrêa. Paisagistas e urbanistas encontram lugar na administração de praças e parques, nas prefeituras municipais, para realizar o reordenamento territorial e organizar a distribuição de terras, e em construtoras de condomínios de luxo. A possibilidade de abrir o próprio escritório existe, mas é mais difícil para o recém-formado, com pouca experiência. Empresas privadas de diversos ramos de atuação, como criação de mobiliário, cerâmica e montagem de cozinhas, têm oferecido vagas para o arquiteto.


 

O curso

 
O currículo mescla disciplinas das Ciências Humanas e Exatas, como matemática, história da arte, resistência de materiais e computação gráfica. O primeiro semestre é muito teórico, mas, a partir do segundo, há mais aulas práticas. A criatividade é fundamental na hora de fazer os esboços, mas esteja pronto para mergulhar nos cálculos. Estágio e trabalho de conclusão de cursos são obrigatórios na maioria das instituições. A duração média do curso é de cinco anos. Outros nomes: Comp. Paisagística, Urbanismo.


O que você pode fazer

 

Química : Eletroquímica

1) Eletroquímica
  • Pilha e baterias uma reação espontânea de óxido-redução produz corrente elétrica:

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  • Voltagem da pilha

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    2) Eletrólise

  • Eletrólise processo em que uma corrente elétrica produz uma reação de óxido-redução.

  • Eletrólise ígnea

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  • Eletrólise em meio aquoso

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    Nota: como a equação geral depende do reagente de maior facilidade de descarga, mostra-se um exemplo:

    Eletrólise aquosa do

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  • Física: Cinemática escalar

    1) Movimento uniforme (MU)


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    2) Movimento uniformemente variado (MUV)


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    3) Movimento circular uniforme (MCU)


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    4) Transmissão de movimento


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    quinta-feira, 7 de outubro de 2010

    Biologia:Vida e energia - Respiração aeróbia

    A troca de gases que chamamos de respiração - o oxigênio passa do ar atmosférico ou da água para o sangue, enquanto o gás carbônico realiza o movimento contrário - é apenas o início (e também o fim) de um processo por meio do qual se obtém energia e que ocorre no interior das células da maioria dos seres vivos: a repiração celular, que pode ser representada pela seguinte equação química:


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    C6H12O6 - glicose e O2 - gás oxigênio; CO2 - gás carbônico e H2O - água

    O oxigênio é transportado até o interior das células, onde reage com a glicose, molécula proveniente da digestão dos alimentos consumidos pelos animais ou, no caso dos vegetais, produzida durante a fotossíntese. Formam-se também moléculas de água e gás carbônico, que será eliminado da célula e transportado pelo sangue ou seiva até sua eliminação para o ambiente.

    Esse processo libera a energia contida nas ligações químicas da molécula de glicose. Parte dessa energia é utilizada para a formação de uma substância chamada ATP (trifosfato de adenosina), a partir de ADP (difosfato de adenosina) e Pi (fosfato inorgânico). A energia fica armazenada nas moléculas de ATP e pode ser usada para todas as atividades celulares que requerem gasto energético.

    A equação química da respiração celular poderia ficar assim, portanto:

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    O processo, contudo, é ainda mais complexo, formado por três etapas:

    1. Glicólise: ocorre no citoplasma das células. Há um gasto inicial de energia (duas moléculas de ATP são consumidas), mas ela será reposta, pois o resultado da glicólise é a formação de 2 moléculas de ácido pirúvico e 4 moléculas de ATP. Também ocorre liberação de elétrons energizados e íons H+, que são capturados por moléculas de uma substância chamada NAD+ (nicotinamida adenina dinucleotídeo), formando duas moléculas de NADH2. As duas moléculas de ácido pirúvico passam, então, ao interior das mitocôndrias, onde ocorrem as etapas seguintes. A glicólise pode ser resumida da seguinte maneira:

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    2. Ciclo de Krebs: ocorre na matriz mitocondrial (solução aquosa no interior das mitocôndrias). O ácido pirúvico reage com a coenzima A, dando origem a duas moléculas de gás carbônico e duas de acetil-coenzima A. Esta substância é totalmente degradada numa série de reações, cujos produtos são mais quatro moléculas de gás carbônico, além de elétrons energizados e íons H+, que serão capturados por NAD+ e por outro aceptor de elétrons e de hidrogênio chamado FAD (flavina adenina dinucleotídeo), originando moléculas de NADH2 e FADH2. Durante esse processo, formam-se também duas moléculas de GTP (guanosina trifosfato - muito semelhante ao ATP).

    3. Fosforilação oxidativa: as moléculas de NADH2 e FADH2 liberam os elétrons energizados e os íons H+. Esses elétrons (somados aos provenientes da glicólise) passam por proteínas transportadoras (citocromos e quinonas) presentes nas membranas internas da mitocôndria. Essa série de proteínas recebe o nome de cadeia respiratória. Nessa etapa, os elétrons perdem energia que é captada para a transformação do ADP + P em ATP. Ao final da cadeia respiratória, os elétrons menos energizados e os íons H+ combinam-se com átomos provenientes do oxigênio, formando seis moléculas de água.

    quarta-feira, 6 de outubro de 2010

    Escolher a profissão ajuda a motivar estudos; especialista dá dicas para decidir

    Por que adolescentes gostam de estudar ouvindo música e de falar durante a aula? 

    Comportamentos considerados como parte da "rebeldia" da juventude podem ser explicados pelas mudanças biológicas que estão em curso nesta fase da vida. De acordo com o psicólogo e orientador educacional Ivo Carraro, "na puberdade, que ocorre entre os 10 e os 13 anos, o corpo cresce rapidamente e entram em ação os hormônios da puberdade. Para dar conta disso, o cérebro se transforma". As transformações só terminam aos 30 anos.

    Essas mudanças podem fazer com que o estudante com mais de 13 anos tenha dificuldade para reter os conhecimentos. "Ele age por impulsos emocionais, não mede as consequências dos atos, muda muito de opinião e tem dificuldade para se colocar no lugar de outras pessoas [por isso conversa mais durante as aulas, por exemplo]", explica.

    Outra diferença importante no cérebro é a diminuição no sistema de recompensas. "Nessa fase, o estudante tem que ter um estímulo externo bem maior para que tenha a sensação de prazer; daí vem o gosto em ouvir música alta e ir em baladas", diz Carraro.

    A pergunta que fica é a seguinte: como estimular os jovens dessa faixa etária a estudar? O estímulo do adolescente será natural quando os estudos forem uma fonte de prazer. E isso ocorrerá, segundo o professor, quando o jovem souber que carreira pretende seguir no futuro. "Ele tem que saber onde quer chegar, ter um projeto de vida, pois quem não tem destino acaba se perdendo", pondera.

    O docente enumera algumas dicas para os adolescentes decidirem qual profissão seguir; confira:


  • Conhecimento: "O jovem deve buscar informações a respeito das profissões e cursos que lhe interessam, falar com profissionais da área, ver se serão ocupações prazerosas para eles e, principalmente ter autoconhecimento [para definirem o que querem]";


  • Plano: Depois que escolheu a profissão, é preciso verificar o que é necessário fazer para entrar na faculdade em que se quer estudar. "Com isso, ele estrutura o cérebro para conseguir o que quer", explica o professor


  • Gosto: o professor ressalta, no entanto, que não basta escolher uma carreira. "É preciso gostar de percorrer o caminho. Quando as pessoas gostam do que fazem, automaticamente, estruturam o intelecto, a razão, e aí ocorre o crescimento humano", diz;


  • Carraro, que orienta cerca de mil estudantes por ano em Curitiba, conta que é possível dividir esse contingente em três tipos: Há aqueles que já sabem o que querem e tem uma dúvida ou outra; aqueles que tem bastante dúvidas; ou, ainda, aqueles que não tem a menor ideia do que pretendem fazer no futuro. Segundo o docente, a dificuldade em escolher vem do fato de que, no século XX, foram criadas muitas profissões. "O grande desafio é escutar as pessoas e tomar a decisão por conta própria", diz.

    E o que fazer quando o jovem ainda não conseguiu escolher a profissão? Segundo o professor, esse estudante não pode perder o foco e deve compreender a finalidade da escola: "O aluno tem que ter disciplina para assimilar o que a escola apresenta e construir autonomia para que ele consiga tomar a decisão da profissão", explica. "Ele tem que encontrar sentido em sair de casa e dirigir-se à sua escola", completa.

    Biologia:Vida e energia - Fotossíntese e fermentação

    Fotossíntese é o processo biológico pelo qual as plantas portadoras de pigmentos capazes de absorver a energia do Sol convertem o gás carbônico e a água em substâncias orgânicas e oxigênio.



    Dos compostos orgânicos elaborados pela fotossíntese:

    a) parte é empregada na organização do próprio vegetal;

    b) parte é metabolizada e libera a energia indispensável à manutenção das atividades da planta, através das reações de respiração e fermentação;

    c) parte é consumida como alimento pelos animais;

    d) parte é decomposta pela ação de microorganismos; e

    e) parte passa a se fossilizar, podendo, no futuro, servir como combustível.



    O oxigênio liberado pela fotossíntese é usado na respiração da grande maioria dos seres vivos. Certas bactérias e fungos, através da quimiossíntese, também sintetizam matéria orgânica.



    O processo da fotossíntese pode ser resumido na seguinte equação química:


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    Observação: a fórmula entre parênteses não representa uma molécula, mas apenas um grupamento de átomos que pode ser parte de uma estrutura maior. Assim, (CH2O) simboliza os carboidratos em geral.



    A fotossíntese pode ser dividida em duas fases: a fase de claro (ou fotoquímica) e a fase de escuro (ou enzimática).







    1. A fase de claro

    Nesta fase ocorrem duas reações que dependem da presença de luz: a quebra da água em oxigênio e hidrogênio (fotólise da água) e a transformação de ADP + P em ATP (fotofosforilação). A fase de claro ocorre nas lamelas dos cloroplastos.

    Na fotólise, as moléculas de água se quebram, com a ação da luz, em hidrogênio e hidroxila (OH). O hidrogênio é capturado por moléculas de uma substância chamada NADP (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato) originando NADPH2. As hidroxilas reagem entre si formando água.

    Na fotofosforilação o ADP liga-se a um átomo de fosfato (P) através da ação da clorofila na presença de luz.

    2. A fase de escuro

    Nesta fase as reações não dependem de energia luminosa. Podem ocorrer tanto na presença quanto na ausência de luz e acontecem no estroma do cloroplasto. Nela ocorre a redução do gás carbônico (CO2), capturado do ambiente, em açúcar. A redução do CO2 ocorre através da ação do NADPH2 e da energia do ATP, ambos produzidos durante a fase de claro.




    As fases da fotossíntese podem ser resumidas através do seguinte esquema:


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    O gás carbônico e a água, à custa da clorofila e da energia solar, são, na planta, convertidos em carboidratos, com liberação de oxigênio. Grandes quantidades de gás carbônico, resultantes da respiração dos animais e das próprias plantas, da fermentação dos microorganismos e de todas as combustões ocorridas na Terra, se transformam em igual volume de oxigênio.




    Fermentação

    Em condições de exercício intenso, o gás oxigênio obtido pela respiração pulmonar pode ser insuficiente para suprir as necessidades das células musculares no trabalho de obter energia a partir da respiração celular.



    No entanto, mesmo na ausência de gás oxigênio, as células musculares podem realizar a liberação da energia disponível na glicose, levando à formação de moléculas de ATP, ainda que em menor quantidade. Nessas condições, as células musculares realizam a fermentação láctica, processo que é praticamente idêntico à glicólise, com a diferença de que o ácido pirúvico é transformado em ácido láctico, com a formação de 2 ATPs:



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    C6H12O6 - glicose, ADP - difosfato de adenosina e Pi - fósforo inorgânico; C3H6O3 - ácido láctico e ATP- trifosfato de adenosina.



    A fermentação láctica também é realizada por outros seres vivos, como alguns fungos e protozoários, além de certas bactérias, como as do gênero Lactobacillus, que fermentam o leite.


    Há outro tipo de fermentação, realizado por certos fungos, como as leveduras (Saccharomyces cerevisae), que podem viver em ausência do gás oxigênio: a fermentação alcoólica, em que o ácido pirúvico é transformado em gás carbônico e etanol (ou álcool etílico), com o mesmo rendimento de 2 ATPs:



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    C2H5OH - etanol ou álcool etílico

    Redação em Pauta: Desenvolvimento insuficiente prejudica redação


    O estudante faz uma leitura superficial dos fatos. Talvez seja esse o principal problema do texto. No parágrafo introdutório, no qual caberia a tese a ser defendida, está apenas a constatação de que a população brasileira está muito confusa diante das atitudes eticamente condenáveis perpetradas pelos governantes.

    O desenvolvimento dessa idéia revela certo simplismo. É verdade que, mais uma vez, o dinheiro do povo está sendo desviado de seus objetivos e que os problemas crônicos do país- saúde, educação, desemprego e violência- continuam negligenciados. Ocorre, entretanto, que talvez não seja esse o foco da questão.

    Estamos diante de uma situação complexa. O grupo que ora se encontra no poder simbolizava a esperança de renovação e, sobretudo, de compromisso com os anseios do povo. A frustração imensa que acomete as pessoas vem do sentimento de traição da confiança. Além disso, não se trata agora simplesmente de indivíduos que se aproveitam do poder para assaltar o erário e encher os próprios bolsos. Estamos diante da revelação de práticas absolutamente desrespeitosas à ética, como a compra de votos, que vem sendo chamada de "mensalão".

    Se, por um lado, o conhecimento dos fatos nos faz desacreditar ainda mais da classe política, por outro- e isso talvez nos sirva de alento-, é ele que nos pode conduzir à construção de novos caminhos. Essa é a discussão contida na proposta de redação.

    É importante que o redator assuma uma posição, seja qual for, e a defenda. O debate de idéias, bem como a proposição de hipóteses e ponderações, enriquece o texto dissertativo. A mera constatação dos fatos é insuficiente.

    Ao dissertar, é preciso emitir opiniões e validá-las por meio de argumentos. É a capacidade de organizar um raciocínio que é valorizada na redação.

    Convém deixar claro que uma opinião é um pensamento construído. Só temos opinião sobre aquilo que é objeto de nossa reflexão. É preciso que nós nos convençamos das idéias que pretendemos expor aos outros, O texto aqui comentado não se desenvolve porque o autor não se propõe posicionamentos nem reflexão. É preciso buscar os pontos problemáticos do tema, aqueles capazes de suscitar a polêmica. Ao problematizar o tema, as idéias surgem. Depois, o trabalho é selecioná-las e hierarquizá-las.

    A linguagem, por sua vez, deve abandonar o tom informal e, com o máximo de precisão e correção gramatical, contribuir para a articulação das idéias.

    HISTÓRIA DO BRASIL: Regime militar (1964-1985)

    Entre 31 de março e 1º de abril de 1964, o presidente João Goulart - que havia assumido a presidência após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961 - foi destituído do poder pelos militares, apoiados não só pelas classes conservadoras ou pela elite, mas também por amplos setores das classes médias, descontentes com a crescente influência política de lideranças sindicais esquerdistas no governo federal.

    A sublevação militar partiu de vários pontos do país. No dia 1º de abril, Goulart abandonou o poder, ordenou a cessação de toda e qualquer resistência e seguiu para o exílio no Uruguai.

    Depois de quinze dias em que a presidência foi ocupada pelo presidente Câmara dos Deputados, Pascoal Ranieri Mazzilli (sob a tutela do alto comando revolucionário), assumiu o poder o chefe do Estado Maior do Exército, general Humberto de Alencar Castelo Branco.

    1) Governo Humberto de Alencar Castelo Branco


  • abril de 1964 a julho de 1967;

  • suspensão dos direitos políticos dos cidadãos;

  • cassação de mandatos parlamentares;

  • eleições para governadores passam a ser indiretas;

  • dissolução dos partidos políticos e criação da Aliança Renovadora Nacional (Arena), que reuniu os governistas, e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que reuniu as oposições.

  • nova Constituição entrou em vigor (janeiro de 1967);

  • proibição de greves.

    2) Governo Arthur da Costa e Silva


  • março de 1967 a agosto de 1969;

  • enfrentamento da reorganização política dos setores oposicionistas;

  • radicalização das medidas repressivas (promulgação do Ato Institucional nº 5);

  • Costa e Silva foi afastado por motivos de saúde e substituído, durante dois meses, por uma junta militar.

    3) Governo Emílio Garrastazu Médici


  • novembro de 1969 a março de 1974;

  • o mais repressivo do período ditatorial;

  • organizações clandestinas de esquerda foram dizimadas;

  • "milagre econômico": fase áurea de desenvolvimento do país, com recursos investidos em infra-estrutura;

  • crescimento da dívida externa.

    4) Governo Ernesto Geisel


  • março de 1974 a março de 1979;

  • crise mundial do petróleo, recessão mundial, escassez de investimentos estrangeiros no país;

  • MDB consegue expressiva vitória nas eleições gerais de 1974;

  • início da distensão lenta e gradual;

  • militares extremistas ofereceram resistência à política de liberalização;

  • revogação do AI-5 e restauração do habeas corpus.

    5) Governo João Baptista de Oliveira Figueiredo


  • março de 1979 a março de 1985;

  • aceleração do processo de liberalização política (aprovação da Lei de Anistia);

  • restabelecimento do pluripartidarismo;

  • resistência de militares extremistas;

  • aumento dos índices de inflação;

  • recessão;

  • movimento Diretas Já;

  • Colégio Eleitoral (formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal) escolheu o deputado Tancredo Neves como sucessor, que veio a falecer. Em seu lugar assumiu o vice-presidente, José Sarney.
  • Saiba qual é a diferença entre faculdade, centro universitário e universidade

    Você até pode ouvir um monte de siglas para os nomes das instituições de ensino superior, mas a verdade é que só existem três tipos delas no Brasil: as universidades, os centros universitários e as faculdades.

    Estudantes em sala de aula
    da USP (Universidade de São Paulo)
    E qual a diferença na prática? Segundo Ivelise Fortim, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e coautora do livro "Orientação Profissional Passo a Passo", basicamente, é uma só: "Quando você está dentro da universidade, tem maior chance de participar de pesquisas e de fazer iniciação científica [projeto de estudos durante a graduação]".

    Tudo depende, de acordo com Ivelise, do interesse do estudante: "Se ele tem a intenção de voltar sua formação somente para a entrada no mercado de trabalho, tanto faz o tipo de instituição que escolher", aponta.

    É claro que esta é uma generalização, já que há faculdades que fazem pesquisa séria, têm trabalhos com a comunidade e boa qualidade de ensino. Ao mesmo tempo, também existem universidades que deixam a desejar nas condições de ensino.

    Por isso, na hora de escolher, é preciso ficar atento se a instituição de ensino cumpre o que é exigido pelo MEC (Ministério da Educação) e pela lei brasileira.

    Universidade

    As universidades devem oferecer, obrigatoriamente, atividades de ensino, de pesquisa e de extensão (serviços ou atendimentos à comunidade) em várias áreas do saber. Elas têm autonomia e podem criar cursos sem pedir permissão ao MEC.

    As federais são criadas somente por lei, com aprovação do Congresso Nacional. As particulares podem surgir a partir de outras instituições como centros universitários.

    Os requisitos mínimos são os seguintes:


  • Um terço do corpo docente, pelo menos, deve ter título de mestrado ou doutorado. Quanto maior a titulação dos professores, mais tempo de pesquisa e mais experiência para transmitirem aos estudantes.

  • Um terço do professorado deve ter contrato em regime de tempo integral - esses são os profissionais que costumam oferecer maior dedicação à instituição. Quando um docente é contratado para poucas aulas, normalmente, tem menos tempo para atender os universitários e para desenvolver projetos de pesquisa e extensão.

  • Desenvolver, pelo menos, quatro programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) com boa qualidade - um deles deve ser de doutorado.


  • Centro universitário

    Os centros universitários, assim como as universidades, têm graduações em vários campos do saber e autonomia para criar cursos no ensino superior.

    Em geral, são menores do que as universidades e têm menor exigência de programas de pós-graduação. No entanto, há algumas regras que eles precisam cumprir:


  • Ter, no mínimo, um terço do corpo docente com mestrado ou doutorado.

  • Ter, pelo menos, um quinto dos professores contratados em regime de tempo integral (observe que o percentual é menor do que o exigido nas universidades).


  • Faculdade

    As faculdades são instituições de ensino superior que atuam em um número pequeno de áreas do saber. Muitas vezes, são especializadas e oferecem apenas cursos na área de saúde ou de economia e administração, por exemplo.

    Outra diferença para os centros universitários e universidades é a seguinte: quando uma faculdade pretende lançar um curso, ela tem de pedir autorização do Ministério da Educação - ou seja, não tem autonomia para criar programas de ensino. Contudo, as faculdades devem cumprir uma exigência:


  • O corpo docente tem de ter, no mínimo, pós-graduação lato sensu - normalmente menores do que os mestrados e doutorados.


  • Fontes consultadas: site do MEC e Instrumento de Avaliação Institucional Externa.

    Direito, medicina e engenharia: saiba por que esses cursos são campeões nos pré-vestibulares

    Se você perguntar para um pré-vestibulando em que curso que ele está tentando uma vaga, é possível que ouça “direito”, “medicina” ou “engenharia”. Cursinhos consultados pelo UOL Vestibular confirmam: os cursos tradicionais e mais concorridos ainda fazem a cabeça de quem vai prestar vestibular neste ano.

    O que leva um estudante a optar por um desses três cursos? Os motivos variam –desde “vocação” à pressão da família–, mas a reportagem visitou cursinhos em São Paulo para tentar descobrir o porquê.

    Pedro Vicente, 17, vai tentar entrar para engenharia de computação na USP (Universidade de São Paulo) e na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Sempre gostei de computador, fazia coisas em Flash. Gosto bastante de videogame”, afirma.
    Bruno Blanco, 20, desistiu de economia para tentar engenharia química. Vai tentar neste ano, pela segunda vez, o novo curso. Ele diz que levou em conta o “status” da profissão e o “retorno financeiro”.


    Trocas


    O caso de Carolina Strauss, 18, envolve uma troca entre os grandes cursos. Ela, primeiro, tentou medicina. Não conseguiu. “Minha cabeça pensa muito em exatas”, diz, ao tentar justificar a nova escolha: engenharia química (ou de alimentos). “Não vou mudar de novo.”
    Já Natália Sales, 19, até tentou direito, mas mudou de ideia. “Chamou a atenção pelo mercado de trabalho. Desisti. Não tinha nada a ver comigo”, afirma. Ela, agora, aposta em uma área totalmente diferente: audiovisual. “Mas não sei como é o mercado”, diz.