sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Obras Literárias em Pauta : A Senhorita Simpson (UESC)



A senhorita Simpson (Conto), de Sérgio Sant'Anna
A narrativa A Senhorita Simpson, de Sérgio Sant'Anna, foi publicada em 1989. A obra serviu de inspiração para o cineasta Bruno Barreto produzir "Bossa Nova", filme lançado em 2000.

O assunto deste conto envolve o choque de valores que se dá entre a puritana protagonista, que parece ter saído das páginas do romancista americano Henry James, e a burguesia carioca com quem convive nas aulas de inglês que ministra em Copacabana.

Em
A Senhorita Simpson o ponto de partida é um cursinho de inglês, o Piccadilly, que serve como motivo principal para a narrativa. As inter-relações vitais para o enredo vão surgindo como decorrência dos encontros noturnos para as aulas, tendo como narrador-protagonista Pedro Paulo Silva, um dos alunos da turma, 29 anos, funcionário-público no Tribunal de Justiça, separado da mulher, um casal de filhos, habitando sozinho um pequeno apartamento na Prado Júnior e profundamente envolvido com uma dependência por Valium, como soporífero, e por mulheres, como carência de afeto. De certa forma sugerindo em tom de paródia o tipo romântico: a crise existêncial, uma espécie de obsessão pelo encontro intermeada por um ligeiro temor, a fuga das responsabilidades 'morais' e a fragilidade das relações não duradoura.

A narrativa sugere um pequeno espaço brasileiro, essencialmente urbano: a zona sul da cidade do Rio de Janeiro, Copacabana, a classe-média, o inglês como língua de mercado e da moda, a mulher no trabalho, a separação conjugal, o misticismo oriental e a utopia da trilha pela Bolívia e Peru rumo a Cuzco e Machu-Pichu (roteiro seguido por tantos jovens da época). Tudo isto trabalhado com muita ironia e consciência crítica sobre o ato de narrar, por parte de um autor que certamente esteve no contexto, olhando desconfiado para alguns modelos, apreciando o sabor e a possibilidade do encontro e parecendo ter nunca se submetido ao vício.

Assim, mantendo-se fora do interior da narrativa, Sérgio Sant'Anna distancia-se do mundo de seu protagonista, não se identifica enquanto narrador e através da alteridade transfere para a personagem a vivência da história (em seu duplo sentido: ficção e experiências do passado). A intertextualidade metaficcional enquanto reflexividade consciente do papel da ficção na contemporaneidade, é feita através do 'pastiche' em relação às histórias do gênero "
meu tipo inesquecível", que aparecem na "Seleções do Reader's Digest", conforme apresentação feita na epígrafe da obra. E esse roteiro problematizador confunde-se com a própria narração enquanto técnica e modo de compor a narrativa. Como característica pós-modernista, no entanto, em tomo de uma superposição crítica e paródica, ficcional e historiográfica, Sérgio Sant'Anna procura reconstituir o estilo (gênero) ao invés da sensibilidade compositiva mais do que sob uma conceituação estética que privilegie o contexto puramente ideológico do discurso.

O gênero "
meu tipo inesquecível" instala-se na figura de Miss Simpson, faixa etária dos 40, sobrevivente de Woodstock, professorinha de inglês no Picadilly e que por um instante se converte na mãe desejada no auxílio geral e no sexo. E aqui também, como em toda história do gênero, aparece um final de "agradeço por tê-lo(a) conhecido", em deferência à importância da personagem narrada para a vida de quem com ele(a), de algum modo, um dia conviveu. Para o protagonista Pedro Paulo Silva, trata-se de Miss Simpson, que "lhe restará sempre na memória" enquanto forma de encontro necessário e vital.

Assim, como técnica de narração, o tema e o enredo parecem juntar-se enquanto arranjo de linguagem e artificio cênico da mera banalidade do ato de viver: a linguagem é simples, objetivando uma aceitabilidade fácil e sugerindo o efeito comum de representação da vida enquanto dissolução do cânone maior. Ao mesmo tempo, no entanto, realçando o caráter da importância do fato para o narrador que tem na vivência do texto elaborado um motivo a mais para viver. Como pretexto de ter o que contar e lembrar. Não importa que quem narre seja deveras um escritor (no sentido de autor em alto grau), mas um narrador cônscio da sua própria fragilidade, um que se identifica (ou pelo menos pode fazê-lo) com tantos outros que pretendem também participar da ação de terem um dia narrado. Desta forma, vivência e ficção se confundem já que o gênero "meu tipo inesquecível" reproduz a verossimilhança com o vivido. E diante da extinção na contemporaneidade da experiência de narrar", quando o ser humano está diluído no meio da multidão e se torna presa fácil da tecnologia, as vivências históricas (não mais experiências propriamente)" tornam-se ocasionais, dissolvidas nos fragmentos colhidos pelos meios de comunicação de massa. Este é o lugar da narrativas do gênero "meu tipo inesquecível": um último refúgio que possibilite às gerações terem ainda o que e onde contar.

O ponto de vista do narrador não é onisciente. Ele não mergulha na vida das demais personagens, que só se formam enquanto incursão cotidiana de relacionamento. Personagens opacas, portanto, sem aprofundamento psicológico. Apresentadas não em si mesmas, mas em relação às demais. Delas só se conhecem as superficialidades que estão presentes no contexto da ação. O próprio Pedro Paulo Silva é construído a partir de migalhas: pequenos detalhes aqui e ali. Assim, através de uma sugestão cênica fragmentada em episódios, o leitor vai se apropriando aos poucos de todo o enredo, o qual também é desprovido de profundeza. E as inter-relações pessoais no contexto da obra se esgotam rápido e fácil. O Piccadilly é quase que o único local de encontro. Nele os alunos da turma de Miss Simpson (sete no total) se conhecem e se entretêm como se fossem jovens adolescentes, possivelmente como um pretexto para o rompimento com o estado diurno do trabalho. As aulas noturnas de inglês funcionam, assim, como um espaço lúdico: próprio para o relaxamento e a desrepressão. Brincadeiras acontecem, num constante passar de bilhetinhos em classe, além das gozações mútuas.

Evidente que a trama maior se dá em tomo do narrador e protagonista Pedro Paulo Silva: seu relacionamento remoto com a ex-esposa Antonieta; sua visita ocasional aos filhos quando lhes conta estórias inventadas; seu ligeiro contato com o pai e amigo advogado, alcoólatra e depois suicida, que vive com a quarta mulher, Maria de Fátima (nome artístico: Mara Regina), num apartamento em Laranjeiras; seu distanciamento da mãe agora casada "
com um joalheiro careca e chatísismo"; seu encontro com o misterioso e suspeito Wan-Kim-Lau chinês, amigo de Antonieta, impregnado com a sabedoria oriental e professor de tai-chi-chuan numa academia; sua dependência por Valium antes de dormir e seu infatigável apetite sexual por mulheres movido por uma espécie de descontrole emocional baseado no desejo de livrar-se do tédio.

Em forma de flashes momentâneos, a ação e o cenário vão se compondo, quando a narrativa se propõe a realçar a similitude com as histórias do gênero "meu tipo inesquecível". Assim, o estilo é claro, sem maior ostentação retórica e técnica, a não ser pelo recurso utilizado na passagem em que Pedro Paulo Silva conta para o Gordo sua transa com Ana e o autor sobrepõe simultaneamente e de modo engenhoso três focos narrativos diversos. Também algumas frases de efeito aparecem: "
A gente sempre morre antes da última dose" (deixada pelo pai suicida dentro de uma "garrafa quase vazia", antes de se matar); "meu reflexo de passageiro da vida no espelho" (em conotação com a contemporaneidade); "a fragrância de um perfume na memória" (parecendo Marcel Proust); "o alvorecer das utopias" (em analogia ao sonho hippie); "A história se repetia como comédia; esperava-se que não se repetisse como tragédia" (parodiando Karl Marx).

No interior da narrativa uma proposta intertextual aparece enquanto uso constante de um inglês básico, que aqui e ali postula do leitor um mínimo de domínio. E esse cruzamento interlinguístico deriva do Picadilly, onde, através de Miss Simpson, Pedro Paulo Silva e o resto da turma preenchem o vazio de suas próprias histórias com as aventuras vividas pelos Dickinsons, Harrisons e Jones, personagens de uma outra história; o livro didático utilizado.

Por outro lado, as questões sociais e políticas são abandonadas ou, no mais, deixadas à imaginação do leitor enquanto apelo irônico; como exemplo, o episódio da greve no Piccadilly, ironizando maio de 68 e o movimento político brasileiro pós-64. O Matoso, um dos alunos da turma, é pego fumando
marijuana no banheiro da escola e um ruidoso Mr. Higgins, o diretor, pretende expulsá-lo pois, embora fosse uma droga leve e que "se disseminara por todas as escolas", conforme argumentara Miss Simpson assumindo a defesa dos alunos, em "- Escolas só de inglês, não -", receoso de que "se aquilo se tomasse um hábito", "o nome do Piccadilly (...) iria por água abaixo". Como se fosse um 'É proibido proibir' a greve então é proposta. No entanto não acontece; Miss Simpson convence o diretor.

Mas, tem-se a alusão a "
um marco histórico no movimento estudantil", ao "dinheiro da CIA no negócio"; o eco das "palavras liberty and democracy" e a ovação para que o protagonista Pedro Paulo Silva seja elevado à categoria de "líder revolucionário". A ironia se faz presente, então, de forma completa: em seu caráter ideológico contraditório, já que estabelece um vínculo com a história ao mesmo tempo em que sugere o tema como um passado perdido. Assim, o que ocorrera em termos reais até em desprendimento (enquanto abnegação = sacrifício dos próprios interesses em beneficio de uma causa maior) torna-se agora fragmentos do passado, memória apenas de uma vivência de se 'ter ouvido falar'.

A partir dessa analogia intertextual entre o passado e o presente, entre a novela e as histórias do gênero "meu tipo inesquecível", percebe-se na composição cênica de
A Senhorita Simpson a vida aparecendo como o grande intertexto. Já não mais em torno de um 'eu' utópico, indivisível e potente enquanto projeto "liberal humanista", mas de um 'eu' fragmentado e, de repente, se vê no vazio. Vale, então, a lembrança de 'roteiros', não mais como um enredo coeso em tomo de um princípio, um meio e um fim. Mas, enquanto possibilidade de apego a um presente de imagens meio-ambientais (natureza - indivíduo(s) - objetos) que se arranja ou se compõe como ajuntamento de estilhaços visuais: como "um tremendo pôr-do-sol sobre o mar de Copacabana", a "porta pantográfica" do elevador, ou os "reflexos luminosos que estampavam tonalidades fantasmagóricas na pele de Miss Simpson".

O arranjo cênico então sugere 'os olhos a se alimentarem de luz', fixos na possibilidade que o meio-ambiente oferece, uma vez que o passado virou migalhas e já não há mais experiências reais para se narrar: somente vivências ou lembranças momentâneas. Neste ponto, a intertextualidade entre ficção e historiografia propõe a reflexão de que todo o jogo político do passado foi apenas um modo de constructo ideológico enquanto jogo de poder. E a identidade histórica torna-se qualidade apenas narrativa, na arte da composição. Para Pedro Paulo Silva, esse recurso significa procurar a lembrança de seu 'tipo inesquecível' e, conforme sugere Walter Benjamin, "
começar tudo de novo", "contentar-se com pouco", operando "a partir de uma tábula rase'. E ele assim faz: fura uma das orelhas para "colocar nela um brinco dourado" e ao completar 30 anos estará deixando para trás não a sua juventude, mas a sua velhice, rumo à Bolívia, Peru, Cuzco e Machu-Pichu.

A senhorita Simpson é o exemplo da terceira fase do autor, onde continua fazendo exercícios metalinguísticos, mas os subordina ironicamente à história que conta. A obra transgride as próprias "convenções" do autor: o diálogo é ágil, mais "realista", sem as massas verbais típicas da sua representação do mundo; há uma nitidez, uma luminosidade que atravessa a narrativa inteira; e, o mais significativo, no final da novela encontramos um dos raros momentos em que o narrador, com simplicidade, endossa o ponto de vista de seu personagem, entregando-se ao texto sem atravessá-lo de ironia: "Aos trinta anos, eu estaria deixando para trás não a minha juventude, mas a minha velhice".

Tópico: Profissões "Engenharia de Produção"

          7-ENGENHARIA DE PRODUÇÃO


É o ramo da engenharia que gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. O engenheiro de produção é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores. Ele une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização. Define a melhor forma de integrar mão de obra, equipamentos e matéria prima a fim de avançar na qualidade e aumentara produtividade. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da indústria. O especialista em economia empresarial, por exemplo, costuma ser contratado por bancos para montar carteiras de investimentos. Esse profissional é requisitado, também, por empresas prestadoras de serviços para gerenciar a seleção de pessoal, definir funções e planejar escalas de trabalho.

 

O mercado de trabalho


As perspectivas são boas para o engenheiro de produção. Em muitos casos, empresas como Nestlé, IBM, Oracle e Scania vão até as faculdades em busca de alunos que estão concluindo o curso. Cerca de 70% das contratações são feitas por bancos, administradoras de cartão de crédito e empresas multinacionais. As 30% restantes partem de indústrias. No primeiro caso, o engenheiro de produção atua na gestão de carteiras e análise de investimentos de clientes bancários. No segundo, trabalha com logística, coordenação de produção e sistemas produtivos. Engenheiros com uma formação sólida também têm boas chances de seguir carreira no exterior. Outros dois ramos em evidência são o mercado acionário e o de transporte, com destaque para as concessionárias que administram rodovias. A maioria das vagas concentra-se no Sudeste, mais precisamente em São Paulo e no Sul. No Nordeste, o destaque é o pólo têxtil do Ceará.

 

O curso


No começo, o curso enfoca as disciplinas básicas de engenharia, com bastante cálculo, como matemática, física, química e informática. Depois entram as matérias específicas de produção, como gestão de investimentos, organização do trabalho e economia e estratégia de empresas. Nos últimos anos acrescentam-se as de sociais aplicadas, como administração e economia, e, na etapa final, o aluno começa o estudo específico da habilitação escolhida. Para se diplomar é preciso fazer estágio e apresentar uma monografia. Várias escolas oferecem o curso voltado para alguma habilitação específica, como mecânica ou civil.

Duração média: cinco anos.

Outros nomes: Eng. (eng. da prod. agroind.); Eng. Em Processos de Prod. 

 

O que você pode fazer

 
Economia empresarial Gerenciar a vida financeira de uma empresa, definir a aplicação de recursos, lidar com custos, prazos, juros e previsão de vendas. Engenharia do trabalho Administrar a mão-de-obra, para a produção de bens ou a prestação de serviços. Avaliar custos, prazos e instalações para possibilitar a execução do trabalho. Desenvolvimento organizacional Analisar e definir a estrutura da empresa, de acordo com o mercado. Planejamento e controle Implantar e administrar processos de produção, da seleção de matérias-primas à saída do produto. Estabelecer padrões de qualidade e fiscalizar seu cumprimento. Gerenciar operações logísticas, como armazenagem e distribuição.

Biologia: Evolução

Lamarck

Lamarck (1744-1829) foi um naturalista francês que ficou conhecido pela elaboração de uma das primeiras teorias acerca da evolução dos organismos. Segundo Lamarck, o ambiente era capaz de provocar alterações nos seres vivos, modificando suas formas e comportamentos.

Esse cientista postulou a chamada lei do uso e desuso. A lei diz que, devido à pressão do ambiente, os organismos passariam a utilizar mais certas partes do corpo em detrimento de outras. As partes mais utilizadas se desenvolveriam e cresceriam, enquanto as outras ficariam reduzidas e atrofiadas.

Lamarck também elaborou uma segunda lei, a lei da herança dos caracteres adquiridos. Através dela, Lamarck defendia que as mudanças adquiridas através da lei do uso e desuso seriam transmitidas à prole.

O exemplo mais famoso da teoria lamarquista é o caso do pescoço das girafas. Segundo Lamarck, as girafas ancestrais teriam pescoços mais curtos. De tanto esticar o pescoço para alcançar o alimento no topo das árvores, estes teriam se tornado cada vez mais longos. As girafas com pescoços longos transmitiram essa característica aos seus descendentes.

Darwin

Darwin (1809-1882) foi um naturalista inglês que ficou conhecido pela elaboração da teoria da seleção natural.

Segundo essa teoria, em uma população existe variabilidade entre os indivíduos, ou seja, estes não são iguais entre si. Essa variabilidade faz com que alguns indivíduos tenham características mais propícias a sobreviver num determinado ambiente.

Assim, dentro da população, aqueles que apresentam tais características tendem a sobreviver, e aqueles que não as têm tendem a morrer. Portanto, pode-se dizer que os indivíduos são submetidos a um processo de seleção natural realizado pelo ambiente.

Voltando ao exemplo das girafas, segundo Darwin, as populações de girafas ancestrais apresentavam diversos tamanhos de pescoços. A competição intraespecífica e a seleção natural favoreceram aqueles indivíduos com pescoço mais longo. Estes, por sua vez, obtiveram um maior sucesso reprodutivo, deixando um maior número de descendentes.

No entanto, Darwin não sabia explicar como essas características passavam para os descendentes nem o motivo da variabilidade entre indivíduos de uma mesma espécie.

Neodarwinismo

O neodarwinismo, ou teoria sintética da evolução, surge no século 20 e representa a união entre a genética e as ideias de Darwin. A partir da compreensão da transmissão de caracteres através dos genes e da variabilidade genética foi possível explicar como as características são passadas para os descendentes - e também a variação entre indivíduos da mesma espécie.

A partir daí foi possível compreender que as mutações e recombinações gênicas são fatores que promovem a variabilidade entre os organismos que serão, então, selecionados de acordo com as pressões exercidas pelo ambiente.

Evidências da evolução

Algumas evidências servem como base para fundamentar as teorias evolucionistas. Entre elas, podemos citar, por exemplo, a existência de registros fósseis, além dos órgãos homólogos, análogos e vestigiais:
  • Fósseis

    Os fósseis são restos ou vestígios de organismos que se mantiveram preservados em rochas ou outros sedimentos. A análise dos fósseis permite o estudo comparativo entre organismos ou estruturas de diferentes eras geológicas, acompanhando as suas mudanças ao longo do tempo.

  • Órgãos homólogos

    Órgãos homólogos são aqueles que apresentam a mesma origem embrionária, podendo - ou não - desempenhar a mesma função. Os braços dos humanos e as asas de morcegos são exemplos de órgãos homólogos (mesma origem), mas que desempenham funções diferentes.

    A homologia pode ser explicada através do processo de irradiação adaptativa, ou seja, do processo de diferenciação das espécies a partir de um ancestral comum.
     
  • Órgãos análogos

    Órgãos análogos são aqueles que, apesar de realizarem a mesma função, não possuem a mesma origem embrionária. São exemplos de órgãos análogos as asas dos insetos e das aves.

    Os órgãos análogos indicam que não há relação de parentesco entre as espécies, porém evidenciam a ocorrência da convergência adaptativa. A convergência adaptativa é o nome dado às adaptações de espécies diferentes que habitam um mesmo ambiente.
     
  • Órgãos vestigiais

    São órgãos atrofiados ou que não desempenham nenhuma função em algumas espécies, mas que são funcionais em outras. Indicam a presença de um ancestral comum entre as espécies nas quais ocorrem.

    O exemplo mais comum são os apêndices de humanos e coelhos. Em humanos, o apêndice é uma estrutura pequena e sem função. Já nos coelhos, o órgão exerce importante função no processo digestivo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Matemática:Trigonometria do triângulo retângulo e círculo trigonométrico

Carlos Alberto Campagner*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação 



1) Triângulo retângulo


Página 3



  • Definições


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  • Ângulos notáveis


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    2) Medidas de arcos


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    3) Círculo trigonométrico




  • Quadrantes


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  • Relações fundamentais


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  • Transformações trigonométricas


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  • quinta-feira, 23 de setembro de 2010

    Obras Literárias em Pauta (UESC) Recordações do Escrivão Isaías Caminha

    Recordações do Escrivão Isaías Caminha [Lima Barreto]

    Clique no link abaixo para ter acesso a obra:

    http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000157.pdf

    Sites : http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/recordacoes-do-escrivao-isaias-caminha.html
              http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=resumos/docs/isaiascaminha

    Resumo:

     Recordações de Isaías caminha é uma narrativa em primeira pessoa que conta a história do jovem Isaías, que vai menino ainda, para o Rio de Janeiro, fazer a vida e virar doutor. Pobre, mas inteligente, ele conta com a intervenção de um coronel amigo de sua família que o indica ao deputado Castro. O encontro com as primeiras pessoas no novo ambiente, põe Isaías diante de um mundo de aparências e de interesses escusos. A visão afetada e arrogante do padeiro rico Laje da Silva, a hipocrisia de Raul Gusmão, a figura deprimente de um senador da República em atitudes obscenas no bonde. A decepção de Isaías se acentua ante a sessão do plenário da Câmara, para onde fora à procura do deputado Castro. A situação se agrava ante e indiferença do deputado que se recusa a ajudá-lo. Sem dinheiro e sem emprgo, Isaías ´é obrigado a deixar o hotel sob a suspeita de um roubo ocasional de um hóspede. Revoltado, ele ofende o delegado e é preso. Só é libertado por conhecer um jornalista a quem o delegado temia. Isaías deseperado vende seus livros´para pagar a conta do hotel e o aluguel da casa de cômodos. Passa a comer somente quando não suporta mais a fome. é no jornalista Gregorovitc que encontra socorro e apoio, pois este leva-o para a redação do jornal O Globo. Lá ela arranja emprego como contínuo, e garante a sua subsistência. Desiludido em seus sonhos, no jornal ele desenvolve tarefas menores, o que nunca vai lhe permitir a ascenção na vida. Loberant é o dono do jornal, e é um chefe rígido e se mostra capaz de qualquer coisa para por o jornal nas bancas. Isaías decepcionado com a organização interna do jornal e com os jogos de interesses, com as notícias fabricadas, com os elogios encomendados e com a bajulação dos poderosos, mal é visto como ser humano. Certo dia, Isaías surpreende Loberant numa noitada de orgias, e sua história toma um novo rumo. Constrangido, o dono do jornal passa a bajular Isaías, oferece a este uma oportunidae de escrever artigos, e logo o transforma em repórter. Em pouco tempo Isaías é admitido como parceiro de Loberant em suas escapadas pela noite boêmia. Um simples fato fortuíto, assim, dá uma virada na vida de Isaías que julgava seus sonhos e ideais perdidos. O romance faz uma crítica aos valores morais de uma sociedade corrompida pela disputa de poder, marginalizando o cidadão honesto que luta por uma  vida mais digna.

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    Obras Literárias em Pauta "Amar Verbo Intransitivo" (UESC)

    Amar Verbo Intransitivo - Mário de Andrade


    Obra Literária em íntegra clique no nome abaixo:



    Resumo:

    Este romance é definido pelo autor como Idílio (s. m. Pequena composição poética, campestre ou pastoril; amor simples e terno; sonho; devaneio.) e abusa das técnicas modernas, usando uma linguagem coloquial, perto do falar brasileiro (por exemplo, começando frases por pronomes oblíquos), sem capítulos definidos, prosa telegráfica, expressionismo, construído através de flashs, resgatando o passado ou fixando o presente.
             Publicado em 1927, o Idílio causou impacto. Desafiou preconceitos, inovou na técnica narrativa.
             Sem nenhum prêambulo, Souza Costa e Elza surgem no livro. Souza Costa é o pai de uma típica família burguesa paulista do início do século. Elza, uma alemã que tinha por profissão iniciar sexualmente os jovens. Professora de amor.
             Souza Costa contrata os "serviços" de Elza (que por todo o livro é tratada por Fräulein - senhora em alemão) com o intuito de que seu filho inicie sua vida sexual de forma limpa, asséptica, sem se "sujar" com prostitutas e aproveitadoras. Ela afirma naturalmente que é uma profissional, séria, e que não gostaria de ser tomada como aventureira. Oficialmente, Fräulein seria a professora de alemão e piano da família Souza Costa.
             Carlos aparece brincando com as irmã, ainda muito "menino". Fräulein se ressente por não prender a atenção de Carlos no início, ele era muito disperso, mas gradualmente vai envolvendo-o na sua sedução. Eles tinham todas as tardes aulas de alemão e cada vez mais Carlos se esforçava para aprender (o alemão?!) e aguardava ansioso as aulas.
             Fräulein, em momentos de devaneios, criticava os modos dos latinos, se sentia uma raça superior, admirava e lia incessantemente os clássicos alemães, Goethe, Schiller e Wagner. Compreendia o expressionismo mas voltava à Goethe e Schiller. A esposa de Souza Costa, vendo as intimidades do filho para com ela, resolve falar com Elza e pedir para que deixem a família. Fräulein esclarece seu propósito de forma incrivelmente natural, e após uma conversa com o marido, a mãe decide que é melhor para seu filho que ela continuasse com suas lições.
             O livro é permeado de digressões. Mário de Andrade freqüentemente justifica alguns pontos (antes que o critiquem), analisa fatos, alude à psicologia, à música e até mesmo à Castro Alves e Gonçalves Dias. Mário compara a vida dos extrangeiros nos trópicos, entre Fräulein e um copeiro japonês. Mostra a dicotomia de pensamento de Fräulein entre o homem-da-vida (prático, interessado no dinheiro do serviço) simbolizado por Bismarck - responsável pela unificação da Alemanha em 1870 à ferro e fogo e Wagner, retratando o homem-do-sonho. O homem-do-sonho representa seus desejos, suas vontades, voltar a terra natal, casar e levar uma vida normal. Mas quem vence em Fräulein é o homem-da-vida, que permite que ela continue o serviço sem se questionar.
             Carlos após ter tido "a"aula mestra, começa a viciar-se em "estudar". Certamente a didática de Fräulein era muito boa. Era tempo para Fräulein se despedir, tendo este trabalho concluído. Ela sabia que os afastamentos eram sempre seguidos de muitos protestos e gritos. Souza Costa surpreende Carlos com Fräulein (tudo já armado) e utiliza-se deste pretexto para separá-los. Carlos reage defende Fräulein, mas mesmo ele fica aturdido diante do argumento do pai: e se ele tivesse um filho? Ainda relutante, ele deixa-a ir.
             Depois algumas semanas apático, Carlos volta a viver normal. O livro acaba mas continua. Escreve Mário de Andrade - "E o idílio de Fräulein realmente acaba aqui. O idílio dos dois. O livro está acabado. Fim. (...) O idílio acabou. Porém se quiserem seguir Carlos mais um poucadinho, voltemos para a avenida Higienópolis. Eu volto."
             Após se recupear, Carlos avista acidentalmente Fräulein, já em um novo trabalho, e apenas saudou-a com a cabeça. A vida continua para Carlos. Fräulein ainda iria seguir com 2 ou mais trabalhos para voltar à sua terra.

    segunda-feira, 20 de setembro de 2010

    Obras Literárias em Pauta"Memórias Póstumas de Brás Cubas" (UESB)

    Download Memorias Postumas de Bras CubasMemórias Póstumas de Brás Cubas [Machado de Assis]


    Memórias póstumas de Brás Cubas é um romance do escritor brasileiro Machado de Assis, considerado divisor de águas em sua carreira. O livro costuma ser associado à introdução do Realismo no Brasil. É narrado em primeira pessoa pelo personagem Brás Cubas, que em tom irônico e sarcástico, descreve sua biografia e suas obras.
    Uma das mais populares obras do autor, o romance Memórias Póstumas de Bras Cubas foi publicado originalmente como um folhetim, em 1880, em capítulos, como na Revista Brasileira. Em 1881, saiu em livro causando espanto à crítica da época, que se perguntava se o livro tratava-se de fato de um romance: a obra era extremamente ousada do ponto de vista formal, surpreendendo o público até então acostumado à tradicional fórmula romântica . É narrada pelo defunto Brás Cubas, que escreve a própria biografia a partir do túmulo (sendo, portanto, segundo o próprio, não um autor-defunto, mas o primeiro defunto-autor da história, que é caracterizado por ter morrido e depois escrito, diferente do outro que foi escritor depois morreu). Começa suas memórias com uma dedicatória que antecipa o humor negro e a ironia presente em todo o livro: Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas Memórias Póstumas. Brás Cubas também expressa o humor negro quando diz que a obra foi escrita com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, no "Ao leitor".

    “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico, com saudosa lembrança, estas memórias póstumas”
    — Dedicatória da obra - notem o humor negro e os traços realistas, presentes desde a dedicatória


    Foi a obra brasileira que melhor ilustrou a tendência do "leitor incluso", um contraponto dialógico com o leitor, não apenas como um vocatico, mas dando ao leitor vida própria e contornos no interior do texto. O leitor é visto com possuidor de posicionamento crítico, gestos e temperamento. Estes trechos que incluem o leitor têm sempre uma natureza baseada numa reflexão, uma metalinguagem da estrutura e corrente ideológica do texto.No texto Brás Cubas e um narrador personagem,o fato de Brás Cubas colocar-se como um 'defunto autor',isto é,como alguém conta a vida de além-túmulo.dá-nos a iimpressão de que este relato seria caracterizado pela isenção,pela imparcialidade de quem já não tem necessidade de mentir,pois deixou o mundo e todas suas ilusões.

    Downloand obra : http://www.baixaki.com.br/download/memorias-postumas-de-bras-cubas.htm

    Gênero:Comédia
    Duração: 101Mb
    Audio: Portugues Nacional
    Tamanho: 700 Mb
    Formato: Avi – DvdRip

    Download Filme Memorias Postumas de Bras Cubas Nacional DvdRip Gratis Logo Abaixo.
    Sinopse: Adaptação da obra de Machado de Assis. A história do defunto-autor Brás Cubas, que, após morrer, decide escrever sobre as passagens mais importantes de sua vida: sua infância, a primeira paixão da adolescência, o amor por uma mulher casada, o sonho de tornar-se político, as vaidades. A ironia e inteligência do livro estão presentes no filme, assim como os costumes e a paisagem do Rio de Janeiro antigo….

    Downloand do Filme :  Depositfiles

    domingo, 19 de setembro de 2010

    Projeto Elaborado por Rafael Barros

    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
    DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA E CIENCIAS HUMANAS
    LICENCIATURA EM HISTÓRIA
    DISCENTE: RAFAEL DOS SANTOS BARROS
    ORIENTADOR: MARCELO HENRIQUE DIAS
                                         
    Título: O espólio das terras jesuíticas do Camamu: direito, atores e conflitos na segunda metade do século XVIII

    RESUMO DO PROJETO

    O presente projeto define um plano de investigação sobre o destino das terras jesuíticas chamadas Fundo das Doze Léguas, ou Terras do Camamu, após a proscrição da Companhia de Jesus do Império Português, em 1759. Essa grande sesmaria, que ocupava o território correspondente a uma ampla zona costeira entre os atuais municípios de Nilo Peçanha e Itacaré, no estado da Bahia, foi objeto de uma longa disputa entre antigos arrendatários dos jesuítas, alguns potentados privados e a câmara de Camamu, O estudo sobre o Prodireito à terra e os conflitos daí decorrentes nos permite compreender o direito como espaço de conflito, do ponto de vista thompsoniano, o que implica em reconstituir os sujeitos históricos, enquanto atores sociais. Partindo desta orientação teórica, pretendemos levantar e organizar - em forma de repertório temático, cronológico e onomástico - a documentação correspondente aos embates jurídicos em torno das referidas terras, com o objetivo de identificar os atores sociais, suas demandas e suas justificativas, ancoradas que estavam no direito sobre a posse e a propriedade da terra no Império Luso.
    PALAVRAS-CHAVE: Terras do Camamu, Direito a terra, Repertório de fontes, Conflito

    sábado, 18 de setembro de 2010

    Diferença entre Extensivo e Semi-Extensivo...

    No extensivo dá-se os assuntos com os mínimos detalhes possíveis, o que não ocorre no semi-extensivo,uma vez que é repassado ao vestibulando aquilo que realmente cai no vestibular não perdendo tempo com detalhes que, às vezes, nem costumam cair nos vestibulares,ou seja, o curso é direcionado para uma meta - fazer o aluno mirar naquilo que virá encontrar realmente nas provas- de uma forma rápida e restrita..
    No entanto, para se fazer o semi-extensivo deve-se ter uma boa "bagagem" de aprendizado,já que os assuntos são dados em período de tempo menor enfatizando aqueles direcionados nos editais das universidades e que costumam cair nas provas.

    E não é só isso, o vestibulando tem que ter força de vontade e persistência para enfrentar esse obstáculo que tem complicado muitos alunos na atualidade, o Vestibular, para assim tornar-se um grande profissional independente da profissão que seja.

    Lembrem-se não Desistam de seus objetivos!! Tudo tem sua hora...
    Muita calma e tranquilidade na hora de fazer as provas !!


    Síntese(Pablo Marinho): É sim interessante iniciar um cursinho no meio do ano,pois assim o vestibulando rever os assuntos..rapidamente.. e com um ângulo mais voltado para o vestibular!!

    Obras Literárias em Pauta : As Meninas (UNEB)


    Título: As Meninas
    Autor: Lygia Fagundes Telles
    Gênero: Romance
    Editora: José Olympio Editora

    As Meninas, romance escrito em 1973, apresenta a vida e as relações afetivas, sexuais e familiares de três jovens universitárias, no auge da ditadura militar no Brasil. Foi um dos raros textos que ousaram abordar temas como a repressão e a tortura. A narrativa se desenrola no microcosmo que é um pensionato de freiras, onde vamos encontrar Lia, Lorena e Ana Clara, três personagens provenientes de classes sociais diytintas. A autora escolheu para lutar contra a opressão e a decadência, personagens com individualidade própria e uma história, com sonhos de juventude, fantasmas do passado, contradições em que se debatem, ora sob o impacto dos seus impulsos de libertação ora sob o peso do que as aprisiona. Amigas íntimas, dialogam, refletem e monologam, questionando-se. A sua união é no entanto precária, e não apenas por ser circunstancial, mas porque cada uma segue um caminho que lhe é próprio, um destino individual que transcende qualquer análise sociológica. Lygia Fagundes Telles gera, com a sua arte, uma força vital que se transmite e um êxtase que seduz, graças a uma escrita inovadoramente romanesca que a consagrou em definitivo, com este romance, como um dos maiores nomes da literatura brasileira.
    Dowlnoand:
    http://www.4shared.com/document/mdL19lN9/Lygia_Fagundes_Telles_-_As_Men.html